Terceirizados da Petrobrás em Cubatão mantêm greve

Cerca de seis mil trabalhadores aderiram ao movimento, que pede melhores condições de segurança no trabalho e reajuste salarial

Rejane Lima, da Agência Estado,

20 de maio de 2011 | 14h02

SANTOS, SP - Os trabalhadores de 18 empreiteiras que prestam serviços à refinaria da Petrobrás Presidente Bernardes (RPBC) e à empresa Carbocloro, em Cubatão, na Baixada Santista, decidiram nesta sexta-feira, 20, continuar a greve iniciada na quinta até pelo menos a próxima segunda-feira, quando o Sindicato dos Trabalhadores na Construção Civil, Montagem e Manutenção Industrial (Sintracomos) realizará uma nova assembleia.

Cerca de seis mil trabalhadores, aproximadamente 90% da categoria, aderiram ao movimento, que pede melhores condições de segurança no trabalho, reajuste salarial de 12%, pagamento de Participação nos Lucros e Resultados (PLR) de um salário nominal mais 30% e vale-refeição de R$ 13. Entretanto, a proposta das empreiteiras que foi recusada oferece reajuste de 9,75%, PLR de um salário e vale-refeição de R$ 12.

O presidente do Sintracomos, Geraldino Cruz Nascimento, afirma que dificilmente os trabalhadores voltarão ao trabalho na segunda-feira e a questão será decidida pela Justiça. "Provavelmente a audiência do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) vai ser na terça-feira (dia 24), em São Paulo", disse ele, afirmando que o movimento recebeu amplo apoio dos cerca de 2,5 mil operários que se reuniram esta manhã em uma assembleia realizada em frente ao portão 20 da refinaria de Cubatão.

De acordo com Nascimento, os trabalhadores não cederam à pressão das empreiteiras e os 10% que não aderiram ao movimento são chefes, supervisores e pessoal administrativo. "As empresas não querem respeitar o direito de greve, que é garantido pela constituição. Eles ligam para os funcionários para fazer ameaças de demissão, mandam mensagens no celular e chegaram a alugar 50 táxis para buscar os trabalhadores em casa, com o chefe junto. Essa é a mais nova modalidade de perseguir o trabalhador", completou.

A Petrobrás afirmou por meio de sua assessoria de imprensa que não vai se manifestar sobre a greve e que a produção da refinaria não foi afetada com a paralisação. Já a empresa Carbocloro afirmou que embora a paralisação não tenha causado impacto na produção da empresa, foram afetados os serviços de montagem, de construção civil, e alguns de manutenção. A Carbocloro informou ainda ter sido informada que a negociação da greve será feita pelo TRT e, portanto, aguarda a decisão da Justiça.

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