Tereos vê espaço para fusões e aquisições no Brasil

A consolidação do setor de cana-de-açúcar ainda não atingiu o pico no Brasil, e a fraca perspectiva econômica global somada à necessidade de atingir economias de escala entre os principais produtores mundiais podem desencadear uma nova onda de fusões e aquisições no País. A opinião é do diretor de Relações com Investidores da Tereos Internacional SA, Marcus Erich Thieme.

GABRIELA MELLO, Agencia Estado

27 de setembro de 2011 | 10h41

Em entrevista à agência Dow Jones durante a 2ª Conferência Anual de Recursos Globais do HSBC, em Cingapura, hoje, Thieme disse que, inclusive, fusões e aquisições são uma parte importante da estratégia da empresa para ampliar as operações de açúcar no Brasil, onde a Tereos ocupa o terceiro lugar entre as maiores processadoras de cana.

Maior produtor de açúcar do mundo, o Brasil viu nos últimos anos várias companhias estrangeiras envolvidas em atividades de fusão e aquisição, como a Glencore International PLC, o Noble Group, a BP, a Cargill, a Royal Dutch Shell e a Shree Renuka Sugars Ltd.

Impulsionado em parte pela forte demanda mundial por açúcar e etanol, o preço das usinas aumentou para cerca de US$ 110 a US$ 120 por tonelada da capacidade anual, ante cerca de US$ 95 por tonelada em 2010, segundo Thieme. As usinas do Brasil ainda são um ativo atraente para eventuais compradores, afirmou. Ele ponderou, contudo, que os preços podem recuar diante da deterioração das condições macroeconômicas.

No Estado de São Paulo, cerca de 140 usinas independentes processam perto de 250 milhões de toneladas de cana por ano. Tais unidades, que pertencem principalmente a pequenos grupos e famílias, podem se tornar alvos de compra, acrescentou Thieme. As informações são da Dow Jones.

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