Termina greve de terceirizados da Usiminas Cubatão

Terminou hoje a greve dos nove mil trabalhadores das empreiteiras que prestam serviço a Usiminas Cubatão, a antiga Cosipa. Depois de 24 dias parados, os operários vinculados às 16 empreiteiras retornaram ao serviço tendo grande parte das reivindicações atendidas pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de São Paulo, que ontem julgou a greve não-abusiva e definiu 8% de reajuste aos trabalhadores, além do pagamento dos dias parados.

REJANE LIMA, Agencia Estado

19 de agosto de 2010 | 17h07

Inicialmente, os trabalhadores reivindicavam 9% de reajuste, mas o presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Construção Civil, Montagem e Manutenção Industrial (Sintracomos), Geraldino Cruz Nascimento, explica que isso foi considerando a inflação de 5,5% registrada em maio. "Mas a inflação caiu e agora com esses 8% conseguimos aumento real 3,41%".

Com isso, ele considerou o resultado da greve "vitorioso" e destacou além do reajuste, o pagamento dos dias parados e a garantia de estabilidade no emprego nos próximos 90 dias aos trabalhadores, estendido aos que retornam do auxílio-doença e que, segundo ele, até hoje eram imediatamente demitidos. "Eu ficaria mais contente se 100% dos pedidos tivessem sido atendidos, mas o juiz mandou que nós negociássemos o a participação nos lucros ou resultados (PLR) com as empresas."

Em nota, a Usiminas informou que a operação da usina transcorreu normalmente durante os dias de paralisação desses operários. "A greve dos trabalhadores de empresas terceirizadas filiados ao Sindicato da Construção Civil, que prestam serviço na Usina de Cubatão, alterou somente o andamento de atividades ocorridas em canteiros de obras", diz o comunicado.

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