Thomson Reuters suspende antecipação de dados

A Thomson Reuters decidiu parar de fornecer a um grupo especial de investidores informações antecipadas sobre os resultados da pesquisa de confiança do consumidor da Universidade de Michigan depois que órgãos reguladores de Nova York começaram a analisar a prática. Os assinantes que pagavam mais caro recebiam alguns segundos antes as informações sobre o dado.

Agencia Estado

08 de julho de 2013 | 14h40

Segundo uma fonte, o Escritório de Proteção ao Investidor está examinando se a divulgação antecipada para alguns clientes viola a Lei Martin, que é a lei de valores mobiliários de Nova York. "A Thomson Reuters está cooperando totalmente com a investigação do procurador-geral de Nova York", afirmou a fornecedora de informações financeiras em um comunicado.

A empresa disse acreditar que pode "distribuir legalmente dados não governamentais e notícias exclusivas por meio serviços fornecidos a assinantes que pagam tarifas". "É amplamente sabido que empresas de notícias e informações competem por conteúdos exclusivos e diferenciados para ajudar seus clientes a tomar decisões de negócios e investimentos mais bem informados", acrescentou a Thomson Reuters.

Detalhes sobre o acordo da Thomson Reuters com a Universidade de Michigan foram incluídos em uma reportagem do Wall Street Journal no mês passado que documentou como certos investidores - incluindo muitos operadores de alta frequência e fundos de hedge - pagam organizações não governamentais para ter acesso antecipado a relatórios econômicos e outros dados que frequentemente afetam os mercados financeiros.

O escritório do procurador-geral começou a analisar o acordo com base em uma queixa aberta por um ex-funcionário da Thomson Reuters, segundo uma fonte. O ex-funcionário contactou o FBI (a polícia federal dos EUA) no ano passado e processou a Reuters alegando que foi demitido por fazer as queixas, de acordo com o processo aberto no tribunal federal de Manhattan em abril. Fonte: Dow Jones Newswires.

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