Fabio Motta|Estadão
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TIM cortará investimentos em R$ 1,5 bilhão

Retração se refere ao período entre 2016 e 2018; ontem, empresa divulgou queda de 92% no lucro trimestral

Mariana Sallowicz, O Estado de S.Paulo

27 Julho 2016 | 08h36
Atualizado 27 Julho 2016 | 17h27

RIO - A operadora de telefonia TIM anunciou ontem uma forte queda no lucro do segundo trimestre, redução no plano de investimentos e corte de custos entre 2016 a 2018. O lucro líquido consolidado foi de R$ 74 milhões no período, queda de 92% ante o resultado no mesmo período de 2015. Em relação aos investimentos, o número caiu de R$ 14 bilhões para R$ 12,5 bilhões no triênio, retração de 10,7%.

O presidente da operadora, Stefano de Angelis, afirmou que a empresa pretende fazer “mais com menos” em um ambiente econômico desafiador, após ter atingido o pico do ciclo de investimentos em 2015. Segundo o executivo, a mudança não irá afetar a infraestrutura para o serviço de dados nem a evolução da cobertura.

O corte previsto nos custos operacionais entre 2016 e 2018 subiu em R$ 1 bilhão, para R$ 1,7 bilhão. A companhia pretende renegociar serviços com terceiros, otimizar processos e redimensionar o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC), entre outras medidas.

“Temos a oportunidade hoje de chamar os fornecedores e ter ganhos que eram inimagináveis há um ano e meio (com renegociações de contratos). Temos dinheiro na mão para fazer isso”, afirmou Angelis.

A empresa destacou ainda que o avanço do 4G em velocidade maior do que o 3G permitiu também fazer ajuste nos investimentos sem mudança da estratégia. Isso porque há uma eficiência nos valores investidos na tecnologia mais avançada.

As novas projeções agradaram ao mercado. “A meta anunciada pela direção da TIM, mais agressiva no corte de custos e com menor desembolso de investimentos, deve ser bem recebida por investidores”, disseram os analistas Richard Dineen e Maria Tereza Azevedo, em relatório da UBS.

Os executivos da TIM projetaram ainda que o ano de 2016 marcará um período de transição. Angelis destacou que os primeiros sinais de melhora da economia começam a ser vistos, como inflação de volta para patamares mais baixos e melhora na confiança do consumidor.

A previsão é de que a partir de 2017 a receita do mercado com telefonia móvel voltará a crescer devido a fatores como penetração do serviço de dados, e melhores perspectivas macroeconômicas. A receita da TIM caiu 12% no segundo trimestre, em relação ao período de 2015, o que foi visto como uma recuperação ante os três primeiros meses do ano (quando a baixa foi 15%, na comparação igual período do ano anterior).

Sobre a recuperação judicial da Oi, o presidente da TIM disse acompanhar o processo de perto, com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), pois vê impactos para toda a indústria. / COLABOROU CIRCE BONATELLI

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