TIM descarta acompanhar pressão de preços do setor

A operadora de serviços de telecomunicações TIM enxerga uma pressão adicional na competição do setor. Segundo o presidente da TIM, Luca Luciani, porém, a empresa não vai acompanhar esse movimento. "Esperamos uma pressão de preços no setor, mas não para a TIM. Porém, vamos adicionar coisas que sejam interessantes para os clientes, como custos menores de roaming ou interconexão. Queremos buscar um equilíbrio na margem Ebitda de serviços", afirmou, durante teleconferência com jornalistas e analistas do mercado financeiro.

RODRIGO PETRY, Agencia Estado

27 de abril de 2012 | 15h12

O executivo disse acreditar na manutenção da expansão dos usuários, tanto no pré-pago quanto no pós-pago. "Nosso destaque vem sendo o crescimento do pré-pago. Não pensamos o pré-pago apenas como uma linha de segundo nível", disse. A base de assinantes da empresa encerrou o primeiro trimestre em 67,2 milhões de usuários, o que representou uma alta de 27,2% sobre o mesmo período do ano passado. Este crescimento foi resultado do aumento de 27,5% dos planos pré-pagos e de 25,3% dos pós-pagos.

Um analista questionou os planos da empresa para a oferta de serviços convergentes, em razão da parceria da TIM com a Sky, operadora de TV por assinatura, firmada no final do ano passado. Luciani, porém, descartou a possibilidade, afirmando que a empresa "não pretende forçar os clientes a comprar pacotes (combos)", como outras companhias já realizam. "Vamos oferecer os produtos deles e vice-versa. Cada um joga o que sabe. Entendemos que pode ser uma proposta adicional, mas não obrigatória".

Fibra

Luciani comentou ainda, em relação ao piloto de ofertas para o lançamento da banda ultra larga residencial em São Paulo e Rio de Janeiro, que a empresa não vem encontrando problemas com a autorização dos síndicos dos prédios para divulgação do serviço. "Esperávamos que entre 30% e 35% dos síndicos autorizassem uma primeira visita aos prédios, mas esse nível está em 60%", destacou. Por enquanto, já foram conectados aproximadamente de 1,1 mil prédios, de um total de 3,6 mil autorizados para receber a oferta dos serviços.

A empresa pretende neste segundo trimestre, em relação à rede móvel, acelerar o projeto de expansão das fibras, que já conectou mais de 1 mil antenas. "A meta será atingir as 12 principais cidades brasileiras", afirmou Luciani.

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