TIM quer dobrar capacidade da rede da Intelig em até três anos

Segundo diretor de regulamentação da TIM, a operadora tem investido, em média, R$ 3 bilhões por ano no Brasil; boa parte desses recursos será destinada à ampliação da Intelig 

Karla Mendes, da Agência Estado,

02 de junho de 2011 | 14h36

A TIM planeja dobrar a capacidade da rede da Intelig no prazo de dois a três anos. A informação foi dada nesta quinta-feira, 2 por Mario Girasole, diretor de regulamentação da TIM, à Agência Estado. "Compramos a Intelig, que tem o segundo maior backbone do País. Nosso plano é dobrar a capacidade da rede em dois a três anos", afirmou o executivo. Segundo Girasole, a operadora tem investido, em média, R$ 3 bilhões por ano no Brasil, e boa parte desses recursos será destinada à ampliação da rede da Intelig.

Ao contrário das concessionárias de telefonia fixa, que pregam que só é possível executar a oferta de banda larga de 1 (um) megabit por segundo a R$ 35 para o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), a TIM desafia as concorrentes e afirma que mediante compartilhamento de rede e desoneração de impostos, é possível executar a meta do governo, sem necessidade de subsídio. "Onde houver rede da Telebrás e redução de tributos, dá para fazer", destacou o executivo.

A operadora antecipou à Agência Estado um estudo sobre expansão da banda larga, que será apresentado hoje no 55º Painel Telebrasil, realizado em Brasília. Na proposta, a TIM defende que para áreas em que não há cobertura de banda larga as operadoras teriam a responsabilidade de financiamento e o papel de acionistas para a construção das redes.

Onde há oferta de banda larga, mas não há competição, a TIM propõe que seja feita a revisão e a aceleração da aprovação de instrumentos de regulamentação, como o EILD (Exploração Industrial de Linha Dedicada, ou oferta de capacidade de rede no atacado), Plano Geral de Metas de Competição (PGMC) e o alinhamento do Plano Geral de Metas de Universalização (PGMU) com o PGMC.

O estudo mostra ainda que a política de espectro do Brasil deve acompanhar o desenvolvimento da banda larga no País, de modo que a disponibilização do espectro seja feita de forma orientada à cobertura.

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