STRINGER | REUTERS
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‘Todas as decisões serão por meritocracia’, diz presidente da Suzano

Embora nova empresatenha fatia majoritária dos acionistas da Suzano,executivo diz que não‘há lados preferidos’

Entrevista com

Walter Schalka, presidente da Suzano

Fernando Scheller, O Estado de S.Paulo

17 Março 2018 | 05h02

A união dos negócios de Suzano e Fibria vai trazer economias de R$ 8 bilhões a R$ 10 bilhões para a nova companhia. Segundo o presidente da Suzano, Walter Schalka, há ganhos na área florestal, em logística e também no setor administrativo. Na hora de capturar sinergias, afirma ele, não haverá privilegiados. “Todas as decisões serão baseadas na meritocracia, no que é melhor para o futuro. Nesse processo, o funcionário de uma pessoa não será melhor do que o da outra”, disse ao Estado ontem.

Schalka também falou sobre a importância do acordo para o agronegócio do País e sobre como fica o endividamento da Suzano após o negócio. Leia os principais trechos:

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O que a união de Fibria e Suzano representa para o País?

O setor de agronegócio dá orgulho imenso para o Brasil e mostra que temos coisas positivas acontecendo no País. A união de Fibria e Suzano mostra que é possível que empresas brasileiras sejam competitivas em nível global.

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Existe riscos de reprovação por órgãos como o Cade?

Vamos fazer consultas não só ao Cade, mas também a outros órgãos reguladores de outros países, seguiremos tudo à risca. Mas entendemos que a celulose é uma commodity, regulada pelos ciclos de preços internacionais, e por isso o negócio não precisaria dos remédios que geralmente são aplicados em fusões para evitar danos à concorrência. Fizemos uma operação absolutamente limpa em todos os aspectos, com todos os acionistas da Fibria recebendo o mesmo valor.

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Quais são as oportunidades de economias com o negócio?

Suzano e Fibria têm várias oportunidades de sinergia, especialmente na área florestal, na de suprimentos e logística internacional. Claro que também há oportunidades de sinergia em despesas gerais e administrativas. Mas todas as decisões serão baseadas na meritocracia, no que é melhor para o futuro. Nesse processo, o funcionário de uma empresa não será melhor do que o da outra.

A empresa funcionará com uma nova marca?

Ainda não discutimos isso, pois estávamos focados em fazer o processo (de união dos negócios) acontecer. Por motivos tributários, as duas empresas serão mantidas separadas, por enquanto. Ainda não decidimos o nome de fantasia.

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A fusão afeta o projeto de produção de industrializados da Suzano, lançado recentemente?

Não, o projeto de industrializados continua. Não muda nada para o projeto de produtos de consumo nem para o de papel.

Como fica o endividamento com a empresa após o empréstimo para pagar a aquisição de Fibria?

Nossa política financeira é manter nossa alavancagem entre 2 e 3 vezes o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações). Em períodos de investimento como esse, podemos chegar a 3,5 vezes o Ebitda. Já mostramos que, ao fim do ano, mesmo com um investimento deste tamanho, já estaremos no patamar desejado. É natural que, nos próximos anos, sejamos mais conservadores em investimentos por essa razão. Mas vale lembrar que, no passado, a alavancagem já foi muito maior, de 5,2 vezes o Ebitda, quando lançamos o projeto de Imperatriz (MA) da Suzano.

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