Tomate e batata têm queda de preço e aliviam a inflação semanal

Na segunda medição de agosto, IPC-S subiu 0,05%; pesquisa aponta para queda de 25,24% no preço do tomate e de 8,68% no da batata-inglesa

Maria Regina Silva, da Agência Estado,

16 de agosto de 2013 | 09h01

A queda dos alimentos continua dando alívio à inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S), apesar de o dado ter retornado ao campo positivo na segunda quadrissemana deste mês (período de 16 de julho a 15 de agosto). O indicador abandonou o campo da deflação na segunda quadrissemana de agosto e a taxa subiu 0,05%, anunciou a Fundação Getulio Vargas (FGV). Na primeira leitura do mês, o indicador registrou queda de 0,02%.

Das cinco maiores influências negativas, quatro são produtos alimentícios. A exceção foi o item tarifa de ônibus urbano, que saiu de declínio de 1,89% para recuo 0,81% na segunda medição do mês, cujos efeitos da revogação do reajuste dos preços das tarifas estão diminuindo. A maior variação foi apurada no preço do tomate, que saiu de deflação de 36,54% na primeira leitura deste mês para 25,24%. A segunda maior influência de baixa foi apurada no preço da batata-inglesa, que caiu 8,68% na segunda leitura, depois de variação negativa de 6,17%. A banana-prata também ficou ainda mais barata, ao passar de -5,46% para -6,16%.

Já o leite longa, apesar da desaceleração entre a primeira e a segunda leitura do mês (de 6,43% para 6,06%), continuou pressionando o grupo Alimentação, que no período passou de -0,11% para -0,08%. Além disso, os gastos dos consumidores com alimentação fora do domicílio ficaram mais elevados na segunda quadrissemana de agosto em 0,47%, de 0,36% na primeira. Outro produto que ficou mais caro foi a cerveja, com alta de 4,14% na primeira quadrissemana de agosto e de 4,33% na segunda. Ainda integram a lista de maiores altas no IPC-S da segunda quadrissemana do mês os itens aluguel residencial (de 0,61% para 0,58%) e plano e seguro de saúde (de 0,64% para 0,65%).

Grupos

Segundo a FGV, cinco das oito classes de despesa que compõem o índice de inflação apresentaram acréscimo em suas taxas de variação. A principal contribuição para a alta do IPC-S veio do grupo Transportes, que saiu de recuo de 0,50% para retração menos intensa, de 0,25%. O destaque desse grupo ficou com o item tarifa de ônibus urbano, cuja taxa negativa passou de 1,89% na primeira medição para 0,81% na segunda quadrissemana de agosto.

Também influenciaram a elevação do IPC-S na passagem da primeira para a segunda leitura do mês os grupos Vestuário (de baixa de 1,04% para queda de 0,68%); Alimentação (de -0,11% para -0,08%), Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,32% para 0,38%) e Habitação (de 0,29% para 0,30%).

Já os grupos que pressionaram menos o índice geral entre a primeira e a segunda quadrissemana do mês foram Educação, Leitura e Recreação (de 0,39% para 0,32%), Despesas Diversas (de 0,25% para 0,19%) e Comunicação (de 0,12% para 0,11%).

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