Tombini diz que Brasil está mais preparado contra crise global

Confiante, o presidente do Banco Central que a economia brasileira está pronta para crescer 4%, em bases anuais, no segundo semestre de 2012

Danielle Chaves, Olivia Bulla e Renan Carreira, da Agência Estado,

26 de julho de 2012 | 07h45

LONDRES - O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, disse nesta quinta-feira que a economia global está muito desafiadora para o Brasil, mas que o País está mais preparado atualmente para enfrentar os desafios.

Tombini afirmou que a economia do Brasil está se recuperando. Segundo ele, o País desfruta de mercado de crédito e de confiança. O presidente do BC disse que o impacto negativo dos problemas econômicos globais tem sido "moderado". "A economia (brasileira) está pronta para crescer 4% (em bases anuais) no segundo semestre de 2012", disse ele, acrescentando que o real mais fraco tem ajudado a impulsionar a produção doméstica.

Diante da crise financeira global, Tombini acredita que o Brasil e outros países emergentes vão enfrentar uma dura competição nos próximos anos. "O ambiente global difícil no curto prazo pode ficar ainda mais difícil", alertou. Porém, ele disse que os emergentes têm espaço para implementar políticas de estímulo para enfrentar os desafios.

Zona do euro

Os presidentes dos bancos centrais de Brasil e México elogiaram os esforços feitos pelos formuladores de políticas da zona do euro para combater a crise em curso na região. Eles alegaram, porém, que é preciso falar com os mercados financeiros em uma só voz, a fim de recuperar a credibilidade.

"Os ganhos em confiança, os ganhos em termos de impacto seriam muito maiores se houvesse uma única voz, uma mensagem coordenada", disse Agustín Carstens, presidente do banco central do México. Alexandre Tombini, respaldou a ideia de Carstens e disse que uma única voz para a zona do euro ajudaria a "construir confiança".

A zona do euro prometeu uma reforma significativa de suas instituições como resposta à crise, mas seus esforços para convencer investidores de que fez o suficiente têm sido complicados pelo fato de políticos e presidentes de bancos centrais dos 17 países membros que formam o bloco com frequência comentarem os progressos sobre esse assunto, em boa parte das vezes discordando entre eles sobre questões substanciais.

Os problemas da zona do euro provocaram ondas de choque pelas economias globais, afetando negativamente México e Brasil, embora Tombini tenha dito que o impacto no Brasil tem sido "moderado".

Tombini participou do evento Global Investment Conference, em Londres. Ele falou durante painel com o tema "Como administrar os atuais desafios globais", junto com o presidente do Banco da Inglaterra, Mervyn King, o presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, e o presidente do Banco Central do México, Agustín Carstens. As informações são da Dow Jones.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.