FOTO GABRIELA BILO / ESTADAO
FOTO GABRIELA BILO / ESTADAO

Toyota lança Yaris e estuda ampliar investimento no País

Novo modelo terá rivais como VW Polo e Fiat Argo; novos aportes dependem da aprovação do programa Rota 2030

Cleide Silva, O Estado de S.Paulo

08 Junho 2018 | 04h00

A Toyota estuda um novo programa de investimentos para o Brasil que deve incluir a produção de um utilitário-esportivo (SUV) de pequeno porte, segmento que mais cresce em vendas atualmente e que vem sendo alvo da maioria das montadoras do País. Detalhes do novo plano dependem, em parte, da aprovação do Rota 2030, o novo regime automotivo que está parado nas mãos do governo há pelo menos seis meses, mas, pelas expectativas do setor automotivo, pode ser anunciado ainda este mês.

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O investimento mais recente da empresa, de R$ 1 bilhão, acaba de ser concluído com o lançamento oficial, ontem, do Yaris, terceiro modelo da marca feito no País e que se posiciona entre o Etios (compacto) e o Corolla (sedã mais sofisticado). O Yaris terá versões hatch e sedã, a preços de R$ 59,6 mil a R$ 80 mil.

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O investimento incluiu a adaptação ao mercado brasileiro do modelo que vendeu 300 mil unidades no mundo, em 2017. Também entrou na conta a ampliação da fábrica de Sorocaba (SP), cuja capacidade produtiva será ampliada de 108 mil para 160 mil unidades ao ano dos modelos Etios e Yaris. O novo carro chega ao mercado no fim do mês já com índice de nacionalização de 70%.  

Para ampliar a produção, a fábrica de Sorocaba, assim como a de motores, em Porto Feliz (SP), passam a operar em três turnos em novembro. Foram abertas 870 vagas nas duas unidades que, segundo o presidente a Toyota do Brasil, Rafael Chang, vão operar em plena capacidade.

Chang diz que a expectativa inicial é de vendas de 5,8 mil unidades do Yaris ao ano. O modelo, coloca a Toyota no chamado segmento B – onde estão, por exemplo, Volkswagen Polo e Fiat Argo – e que responde por mais da metade das vendas atuais de automóveis. “Com o novo produto e as fábricas operando em três turnos teremos condições de nos aproximarmos mais do crescimento do mercado”, afirma. 

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