Trabalhadores de empreiteiras iniciam greve na Usiminas

Cerca de 8.500 trabalhadores da construção civil que prestam serviço para as 17 empreiteiras que atuam na usina de Cubatão da Usiminas, antiga Cosipa, iniciaram greve hoje por tempo indeterminado. Eles realizaram protesto pacífico pela manhã em frente à usina e planejam uma grande manifestação para amanhã.

REJANE LIMA, Agencia Estado

26 de julho de 2010 | 15h01

A categoria decidiu a greve na última sexta-feira em assembleia realizada pelo Sindicato dos Trabalhadores na Construção Civil, Montagem e Manutenção Industrial (Sintracomos). Eles reivindicam reajuste salarial de 10%, R$ 11 de vale-alimentação, Participação nos Lucros e Resultados (PLR) de um salário e data-base em maio. Inicialmente as empresas ofereceram 4,8%, considerada pelos trabalhadores suficiente apenas para repor a inflação do último ano. Depois, apresentaram uma contraproposta de 7,5%, que também não foi aceita pela categoria.

Nesta segunda-feira, o jurídico do sindicato vai protocolar o processo de dissídio coletivo da greve na Justiça do Trabalho, em São Paulo.

Em nota, a Usiminas informou que a manifestação sindical - realizada na manhã desta segunda-feira, com os trabalhadores de empresas terceirizadas filiados ao Sindicato da Construção Civil - ocorreu de forma pacífica. Segundo a empresa, a operação da Usina de Cubatão transcorre normalmente.

O presidente do Sintracomos, Geraldino Cruz, espera reunir 5 mil pessoas no ato programado para amanhã, terça-feira, em uma caminhada de oito quilômetros que sairá da frente da Usiminas às 8h30 em direção ao Paço Municipal, onde planeja chegar antes das 10 horas.

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