Trabalhadores de mina da CSN mantêm greve em MG

Funcionários prometeram manter paralização enquanto não for fechado um novo acordo coletivo; próxima negociação será nesta quarta-feira

Marcelo Portela, da Agência Estado,

31 de maio de 2011 | 19h17

Terminaram mais uma vez sem acordo duas reuniões realizadas nesta terça-feira, 31, entre representantes da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) e de trabalhadores da Mina Casa de Pedra, em Congonhas (MG), na região central do Estado. Funcionários da unidade prometem manter a greve enquanto não for fechado um novo acordo coletivo. Amanhã eles voltam a se sentar na mesa de negociação.

Os trabalhadores reivindicavam inicialmente reajuste salarial de 15%, além de revisão da participação nos lucros para 5,4 salários e aumento do vale-alimentação dos atuais R$ 280 para R$ 450. Após três propostas da CSN rejeitadas pelo Sindicato Metabase Inconfidentes, que representa os trabalhadores da Casa de Pedra, a direção da entidade apresentou contraproposta de 10% de reajuste salarial, R$ 300 do vale-alimentação e estabilidade de 180 dias para os funcionários.

Além disso, os trabalhadores também cobraram apuração por parte da Delegacia Regional do Trabalho (DRT) de denúncias de assédio moral e acidentes sem comunicação à entidade, entre outras. Na reunião, a empresa negou as acusações. "Agora, cabe a apuração", disse o presidente do Metabase Inconfidentes, Valério Viana.

Por meio de sua assessoria, a CSN informou que se manifestará sobre a proposta amanhã. "A partir do momento que a empresa tiver uma posição concreta, a gente leva para os trabalhadores decidirem. Enquanto isso, a greve continua", concluiu Viana.

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