Trabalhadores temem cortes após união

Os representantes dos trabalhadores da Sadia e Perdigão preocupam-se com as demissões que podem resultar da fusão entre as empresas. Atualmente, a Perdigão emprega 59 mil funcionários, enquanto na Sadia são 61 mil trabalhadores. "A fusão da Antarctica e Brahma para a formação da Ambev resultou numa redução de 30% do número de funcionários dos grupos", diz Artur Bueno de Camargo, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores da Indústria da Alimentação (CNTA).

Paulo Justus,

17 de maio de 2009 | 22h31

 

linkVeja o especial sobre a fusão entre Perdigão e Sadia

Em Santa Catarina, Estado que concentra cerca de 30 mil trabalhadores das duas empresas, a Federação de Trabalhadores da Indústria da Alimentação (Fetiaesc) diz que vai pressionar para que se mantenha o nível de emprego. A Federação dos Trabalhadores da Indústria da Alimentação do Paraná enfrenta dificuldades para negociar o reajuste salarial de parte dos funcionários da sede nacional da Sadia, que fica em Curitiba. "Estamos postergando as negociações para o reajuste dos administrativos desde fevereiro, porque a empresa não aceita negociar", diz o presidente da federação, Ernane Garcia Ferreira.

Orestes Guerreiro, presidente da Cooperativa Regional de Produtores de Aves e Suínos (Coperavisu), que representa 3 mil produtores integrados de aves e de suínos da Perdigão no oeste catarinense, acredita que a união das companhias vai fortalecer o setor. "É bom porque sempre há o risco de o produtor ficar a ver navios quando uma empresa grande quebra", diz.

Rudi Altenburger, um dos pequenos produtores de aves e suínos da Perdigão, acredita que o fim da concorrência entre as empresas pode reduzir o preço pago aos fornecedores. "A fusão só vai ser boa se os produtores conseguirem repassar seus custos." Ele afirma que a empresa reduziu os pedidos depois da crise. 

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