Transpetro vai abrir logística de etanol ao mercado em setembro

A Transpetro, braço detransportes da Petrobras, vai oferecer a partir de setembroserviços de transporte de álcool para terceiros até o terminalde Ilha D''Água, no Rio de Janeiro, para facilitar eventuaisexportações do produto, informou um diretor da companhia. Segundo o diretor Marcelino Guedes, a intenção é oferecer otransporte um custo 30 por cento menor do que o atual, mas elenão revelou o valor praticado. O álcool seria transportado docentro de produção, de caminhão, até Paulínia, em São Paulo, deonde partiria por um alcoolduto da Transpetro até a IlhaD''Água. "Vamos ser um pouco mais ágeis e agressivos para motivar omercado a colocar o álcool lá fora", afirmou Guedes nestaquinta-feira, durante o VII Seminário Internacional Britchamsobre a sustentabilidade da liderança brasileira em etanol. Ele ressaltou que há uma vantagem de se utilizar o terminaldo Rio de Janeiro, pois se ganha maior agilidade na saída doproduto, "sem enfrentar a fila de outros portos". O esquema oferecido inicialmente terá capacidade paratransporte de dois bilhões de litros de álcool por ano. Em 2012, com a construção de mais dois alcooldutos pelaempresa --de Campo Grande (MS) até o porto de Paranaguá (PR),passando por Curitiba, e de Goiás até São Paulo-- a capacidadeserá elevada para 12 bilhões de litros por ano, disse Guedes. BRENCO Presente no evento, o vice-presidente da BrazilianRenewable Energy Company (Brenco), Rogério Manso, não descartouutilizar a estrutura da Transpetro para os planos de exportaçãoda companhia a partir de 2009, mas outras opções estão sendoavaliadas, como caminhões e hidrovias. "Até o final deste ano (2007) a decisão de como escoaremosa produção deverá ser tomada, e vamos olhar todas aspossibilidades", disse Manso a jornalistas após palestra. Formada por investidores brasileiros e estrangeiros, aBrenco vai investir 2,3 bilhões de dólares para processar 44milhões de toneladas de cana-de-açúcar até 2015, produzindocerca de 4 bilhões de litros de etanol. Ao todo serão dez plantas em três pólos de produção quetambém irão gerar 600 megawatts de energia elétrica a partir dobagaço da cana, informou Manso. As plantas serão instaladas emMato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás, e oportunidades emMinas Gerais também estão sendo avaliadas. "Teremos 500 mil hectares plantados no Brasil todo",anunciou. Este ano, a empresa tem mais de 3.600 hectaresplantados com mudas, que em 2008 deverão se transformar em 40mil hectares. O início da produção é prevista para 2009. "Vamos começar com 350 mil metros cúbicos (milhões delitros) e exportar entre 40 e 50 por cento desse total", disseo executivo, que prevê uma futura abertura de capital dacompanhia para captar recursos no mercado, ainda não agendada. Assim como outros participantes do seminário, Mansodestacou os problemas de logística. Ele disse que mesmoutilizando os alcooldutos da Petrobras haveria a necessidade deconstruir outro, de cerca de 400 quilômetros, para se conectarcom o da estatal. "Os dutos da Petrobras não passam perto, teria que ser umasolução de integração", afirmou. Para Manso, o importante é reduzir o custo de transporte--estimado por ele em 0,25 dólar o galão-- em pelo menos 50 porcento, para tornar o produto mais competitivo. (Por Denise Luna)

REUTERS

23 de agosto de 2007 | 19h00

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