TRF determina retirada de índios do canteiro de obras de Belo Monte

Desde o dia 2 de maio, indígenas de várias etnias ocupam o sítio Belo Monte exigindo a consulta prévia e a suspensão de estudos e obras de barragens que afetam as terras indígenas 

Fátima Lessa, especial para o Estadão,

09 de maio de 2013 | 11h34

CUIABÁ - A desembargadora Selene Almeida do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) deferiu, na noite da quarta-feira (8) a reintegração de posse do canteiro de obras da usina Hidrelétrica Belo Monte, em Altamira do Pará. As informações são do Ministério Público Federal (MPF). O despacho é do juiz federal Sérgio Wolney Guedes, de Altamira.

A determinação da justiça permite a retirada forçada dos indígenas para a desocupação do canteiro. O despacho também indeferiu os pedidos do Ministério Público Federal (MPF) do Pará de que fosse permitida a presença de jornalistas e advogados na ocupação. O órgão também pedia que fosse permitida a entrada de produtos, alimentos e utensílios essenciais à subsistência, assim como o livre acesso dos profissionais de saúde do Departamento de Saúde Especial Indígena (DSEI).

Desde o dia 2 de maio, indígenas de várias etnias ocupam o sítio Belo Monte exigindo a consulta prévia e a suspensão de estudos e obras de barragens que afetam as terras indígenas. Informações dão conta que o clima no local é tranquilo.

 

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