Trigo: FecoAgro prevê produção de 2,205 milhões/t no RS

Porto Alegre, 5 - A produção de trigo no Rio Grande do Sul, na safra 2004, deve chegar a 2,205 milhões de toneladas, segundo levantamento divulgado hoje pela Federação das Cooperativas Agropecuárias do Estado (FecoAgro). A produtividade média foi estimada pela entidade em 1.999 quilos por hectare, 4,4% abaixo da estimativa inicial do IBGE (2.092 Kg/ha). Conforme a FecoAgro, já foram colhidos 60,4% da área cultivada, de 1,063 milhão de hectares. Em média, o cereal apresenta peso hectolitro (PH) 78, mas há preocupação com a incidência de chuvas na parcela da lavoura que ainda não foi colhida, observou o agrônomo da FecoAgro, Ricardo Núncio. A redução no rendimento decorre do menor uso de tecnologia no final do ciclo produtivo, explicou ele. Esta medida, contudo, ainda não está afetando a qualidade do trigo, disse o agrônomo. Os instrumentos de apoio à comercialização já lançados pelo governo federal ainda não foram suficientes para modificar o cenário dos triticultores, que convivem com insumos elevados e preços abaixo do mínimo, analisou o presidente da FecoAgro, Rui Polidoro Pinto. Os produtores gaúchos pediram a ampliação dos mecanismos em reuniões nesta semana nos Ministérios da Agricultura e do Desenvolvimento Agrário. Além de compras de aproximadamente 120 mil toneladas pela Conab, os produtores pedem a ampliação da área atendida pelo Prêmio de Escoamento de Produto (PEP), Empréstimos do Governo Federal (EGFs) para 100 mil toneladas e contratos privados de opção. A Conab está autorizada a realizar compras diretas de trigo via AGF no Rio Grande do Sul desde o dia 15 de outubro, mas ainda não foi feita nenhuma operação, informou o superintendente regional, Carlos Faria. A meta inicial era adquirir 100 mil toneladas no Estado por este mecanismo, mas o volume provavelmente não será atingido, estima o superintendente. Farias lembrou que nesta semana foi definida a redução de 800 para 500 sacas de 60 quilos no limite de venda por produtor, para pulverizar mais a comercialização via AGFs. Farias avaliou que as cooperativas ainda parecem estar fazendo uma análise do mercado, antes de optar pelos mecanismos de venda, e disse que é normal uma certa letargia no começo da safra.

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