Trigo: governo faz 1º leilão de opções na próxima quinta-feira

Brasília, 14 - O governo fará na próxima quinta-feira, dia 21, o primeiro leilão de contratos de opção de venda para o trigo. Serão ofertados contratos em volume equivalente a 216.675 toneladas, o que equivale a 1/3 da oferta total do programa de 650 mil toneladas. A medida anunciada pelo secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Ivan Wedekin, tem como objetivo auxiliar na comercialização da safra, estimada em 6 milhões de toneladas. Do total a ser ofertado no primeiro leilão, 108.270 toneladas serão ofertadas para o Rio Grande do Sul, 6.480 toneladas para Santa Catarina, 86.670 toneladas para o Paraná, 3.780 toneladas para São Paulo, 6.480 toneladas para o Mato Grosso do Sul, 3.105 toneladas para Goiás e Distrito Federal e 1.890 toneladas para Minas Gerais. O volume está dividido em contratos de 27 toneladas cada. Sendo assim, 4.010 contratos serão ofertados para o Rio Grande do Sul, 240 contratos para Santa Catarina, 3.210 contratos para o Paraná, 140 contratos para São Paulo, 240 contratos para Mato Grosso do Sul, 115 contratos para Goiás e Distrito Federal e 70 contratos para Minas Gerais. Os contratos de opção que serão oferecidos no primeiro leilão terão exercício em janeiro de 2005. Os preços de exercício para os estados do Sul foram fixados pelo governo em R$ 428,75 por tonelada. Para São Paulo, Mato Grosso do Sul, Goiás, Distrito Federal e Minas Gerais, o exercício em janeiro está programado em R$ 458,75 por tonelada. Os contratos ofertados em 28 de outubro têm exercício programado para fevereiro de 2005. O secretário Ivan Wedekin explicou que o preço de exercício calculado pelo governo considera o gasto financeiro e o custo de carregamento do trigo até janeiro. A base para o cálculo do valor de exercício é o preço mínimo de garantia. Para o Paraná, o mínimo de garantia é de R$ 400 por tonelada. Wedekin disse que os preços no mercado paranaense oscilam hoje na faixa de R$ 370 a R$ 380 por tonelada. "A diferença entre a cotação atual e o preço de exercício é de cerca de R$ 50 por tonelada. Essa é uma boa rentabilidade", avaliou. Serão três leilões, mas o governo só divulgou a data dos dois primeiros: 21 e 28 de outubro. "O volume ofertado e a data do terceiro leilão depende do resultado dos dois primeiros", explicou o secretário. Os contratos ofertados no terceiro leilão terão vencimento em março de 2005. Se houver sobra nos dois primeiros leilões, o governo pode fazer uma quarta rodada de vendas, disse o secretário. Os produtores que comprarem os contratos poderão entregar o cereal ao governo em março por preços entre R$ 440 por tonelada e R$ 470 por tonelada. O primeiro valor é para o Sul do País e o segundo para os demais estados. Wedekin explicou ainda que o exercício de todos os contratos está agendado para o dia 15 de cada mês. "Para o Rio Grande do Sul, onde a colheita ocorre um pouco depois, o exercício está marcado para o dia 30 desses meses", afirmou. Para os contratos com vencimento em fevereiro, o exercício será no dia 28. O Ministério da Agricultura vai gastar com as opções de trigo 60% do orçamento previsto para políticas de apoio à comercialização em 2005. Se houver interesse pelas opções e se os produtores exercerem todos os contratos, o ministério gastará cerca de R$ 300 milhões. O orçamento previsto para 2005 para políticas de apoio à comercialização é de R$ 527 milhões. Wedekin lembrou que deputados ruralistas tentam elevar para R$ 1,5 bilhão o orçamento em 2005. Ele disse que o dinheiro gasto com as opções pode voltar para o caixa do ministério, caso o governo decida vender o trigo. "Em algum momento, o governo pode decidir pela venda. Vamos surfando de acordo com o mercado, por isso não podemos dizer agora se venderemos o trigo", afirmou. Em relação ao leilão de amanhã, de Prêmio de Escoamento da Produção (PEP) para 70 mil toneladas de trigo, o governo espera venda de cerca de 20 mil toneladas. De acordo com os técnicos, as indústrias precisam se organizar para escoar o trigo para o Norte e Nordeste, por isso não deve haver grande demanda no leilão. O PEP, subsídio ao frete para as regiões consumidoras, teve prêmio reajustado de R$ 73 para R$ 122 por tonelada. (segue)

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.