Trip fecha leasing de 5 jatos Embraer e 5 turbo-hélices ATR

Primeiras unidades começam a ser entregues no próximo mês de maio

Silvana Mautone, da Agência Estado,

20 de janeiro de 2011 | 12h56

A Trip Linhas Aéreas assinou hoje com a empresa de leasing aeronáutico Air Lease Corporation (ALC) um contrato de arrendamento operacional de cinco jatos Embraer-190 e cinco novas aeronaves modelo ATR 72-600 para os próximos dez anos. O contrato é avaliado em US$ 307 milhões.

As primeiras unidades começam a ser entregues no próximo mês de maio. Todas as aeronaves serão entregues até o primeiro trimestre de 2012.

A demanda pelos voos da Trip foi 82,64% superior em 2010 em relação ao ano anterior, de acordo com a Associação Nacional de Aviação Civil (Anac). Pelo dados do órgão, a empresa encerrou o ano na sexta posição, com 2,21% de participação no mercado nacional. 

Receita operacional

A Trip espera que sua receita operacional bruta cresça cerca de 73% em 2011, na comparação com o ano passado. Segundo José Mário Caprioli, presidente da empresa, a estimativa para este ano é de receita de R$ 1,3 bilhão, contra aproximadamente R$ 750 milhões em 2010. Em 2009, a empresa havia registrado receita de R$ 450 milhões.

Com relação aos destinos, a Trip encerrou 2010 voando para 82 cidades e, para este ano, espera começar a atuar em mais 11 cidades. Até 2012, a previsão é voar para 100 destinos. "Nosso foco será aumentar o número de voos em cidades onde já atuamos. Por isso teremos um crescimento mais lento no que se refere a novos destinos", afirmou Caprioli.

Segundo o executivo, a Trip possui uma frota atual de 43 aviões e terá 57 unidades até o final deste ano - além dos leasings para dez aviões anunciados hoje com a americana Air Lease Corporation (ALC), a empresa tem prevista a aquisição de novas aeronaves financiadas pelo BNDES e pelos próprios fabricantes. Para 2012, a estimativa é que esse número suba para 70 aeronaves.

Abertura de capital

O presidente da Trip Linhas Aéreas, José Mário Caprioli, descartou a possibilidade de a empresa realizar uma oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) nos próximos dois anos. "Uma companhia que necessita de capital intensivo como qualquer empresa do setor aéreo tem sempre em radar um IPO, mas não consigo precisar um horizonte para isso. Mas não deve ocorrer até 2012", afirmou.

Segundo ele, a empresa precisa antes "subir mais um ou dois degraus no seu faturamento". Em 2010, a receita da Trip somou cerca de R$ 750 milhões. Para este ano, o executivo estima que chegue a R$ 1,3 bilhão, e, em 2012, R$ 1,949 bilhão. "Não temos como investidores fundos de private equity, que precisam do IPO para recuperar seu investimento. Nossos investidores são de longo prazo", diz Caprioli. A Trip é controlada pelos grupos brasileiros Caprioli e Águia Branca e tem entre seus investidores a Skywest, empresa americana de transporte aéreo regional.

De acordo com Décio Luiz Chieppe, integrante do conselho de administração da Trip e diretor-financeiro do Águia Branca, além de esperar por condições favoráveis do mercado, é preciso também analisar se uma operação de IPO não diluiria muito a participação dos sócios atuais. "Consideramos mais vantajoso crescer agora com dívida para não entregar uma empresa com capacidade de upside muito grande para o mercado", afirmou.

(Texto atualizado às 14h02)

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