Tripulantes que aceitaram PDV da TAM estavam no 'ajuste'

A nota enviada anteriormente merece um esclarecimento em relação ao porcentual de tripulantes que aderiram ao Programa de Demissão Voluntária da TAM. Os 50% que aderiram ao programa da companhia aérea estão dentro do universo dos tripulantes envolvidos no ajuste de quadro da empresa e não se referem ao total de funcionários da TAM.

AE, Agencia Estado

27 de agosto de 2013 | 12h32

A TAM Linhas Aéreas informa que, com o encerramento do prazo de inclusão em seu Programa de Reestruturação de Adesão Voluntária, mais de 50% dos tripulantes envolvidos entraram no programa de Licença Não-Remunerada (LNR) e no Programa de Demissão Voluntária (PDV).

Em nota o presidente da TAM S.A., Marco Antonio Bologna, afirma que o alto índice de adesões permitiu reduzir os desligamentos compulsórios. "Acreditamos que isso foi possível graças à forma transparente como o processo foi conduzido, em respeito aos nossos funcionários e suas famílias", afirma.

A empresa acrescenta que com o ajuste, a companhia vai adequar o quadro de comandantes, copilotos e comissários à realidade operacional em vigor na empresa - funcionários de outras áreas não foram afetados. "A companhia convive com alta significativa dos custos, o que a levou a reduzir a oferta, no acumulado de 2011 até agora, em 12% no mercado doméstico", lembra a companhia aérea.

O Programa de Reestruturação de Adesão Voluntária foi acordado entre a companhia e o Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA) e aprovado em assembleia pelos tripulantes para a redução de 811 postos de trabalho. Na última sexta-feira (23), representantes da companhia, do Ministério Público do Trabalho (MPT) e do SNA fizeram uma reunião que ratificou a aplicação dos critérios do acordo coletivo no programa.

A LNR foi aberta para tripulantes de todos as aeronaves. Para os que foram aceitos, ela terá validade de 18 meses, prorrogáveis por 12 meses. Nos seis primeiros meses, o funcionário licenciado e seus familiares diretos contarão com plano de saúde e, durante o período da licença, com benefícios de bilhetes aéreos iguais aos dos funcionários ativos da empresa.

Já o PDV foi oferecido para tripulantes de aeronaves da família Airbus 320 (A319/A320/A321). Incluirá uma indenização adicional, além de seis meses de plano de saúde e três passagens aéreas para o funcionário e seus familiares diretos. A TAM arcará ainda com os custos da revalidação da Certificação de Habilitação Técnica na aeronave atual até o check no simulador de voo, nos casos em que ela vença nos três meses seguintes ao aceite do programa, e proverá apoio à transição de carreira com consultoria especializada. (Equipe AE)

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