T?rmica de MT p?ra por queda da oferta de g?s

Paralisa??o de gera??o ocorre devido ? diminui??o do fornecimento da bol?via

Agencia Estado

18 de junho de 2007 | 09h39

A Usina Termel?trica Governador M?rio Covas, de Cuiab?, em Mato Grosso, paralisou a gera??o de energia no s?bado devido ? redu??o de g?s natural fornecido pela estatal boliviana YPFB.De acordo com o diretor Comercial e de Regula??o da t?rmica, F?bio Garcia, n?o h? previs?o para retorno da atividade e h? perspectiva de interrup??o total da entrega de g?s.De acordo com o diretor, a YPFB informou como motivo da diminui??o "problemas operacionais na esta??o de compress?o de Rio Grande." A empresa brasileira tem recebido 600 mil metros c?bicos por dia, insuficientes para a gera??o m?nima da usina, de 135 megawatts. Esta carga requer 700 mil metros c?bicos di?rios."A exist?ncia de problemas operacionais reduziu o fornecimento de g?s natural para Cuiab?", explicou o diretor ? Reuters no domingo. "Fomos notificados pela YPFB de que pode haver redu??o adicional ou interrup??o de g?s ? t?rmica de Cuiab?", afirma.Garcia conta que a YPFB notificou a empresa, na sexta-feira passada, sobre a diminui??o da oferta de g?s. O aviso vem no momento em que a gera??o da carga m?xima de 480 megawatts da usina foi solicitada pelo Operador Nacional do Sistema (ONS), na quarta-feira. A gera??o plena da t?rmica requer 2,2 milh?es metros c?bicos di?rios.A forte demanda do sistema el?trico nacional e a falta de mat?ria-prima leva a um alerta de seguran?a na gera??o de energia em Mato Grosso, informa Garcia."Com a t?rmica parada, o sistema el?trico de Mato Grosso perde confiabilidade. A t?rmica ? seguran?a para o sistema", diz. O diretor informa que a m?dia de gera??o entre o final de maio e o in?cio de junho esteve em 135 megawatts a 240 megawatts.Garcia relata que para voltar a gerar o demandado pelo ONS a empresa necessita ter "garantia de volume de g?s que d? para gera??o de energia ou quando tiver volume de g?s estocado que permita gerar de forma cont?nua."O contraste de demanda energ?tica e oferta no limite fez a dire??o da Cemat Rede, distribuidora de energia do Estado, aumentar sua previs?o de investimento em menos de um ano.Em setembro, quando elaborou or?amento, a previs?o era de 193 milh?es de reais. Mas, dado de mar?o deste ano da dire??o da empresa, mostra a estimativa de 267 milh?es de reais em fun??o da demanda por energia e crescimento da economia estadual.Cidades como Nova Mutum e Lucas do Rio Verde, em um raio de 350 quil?metros de Cuiab?, tendem a triplicar a demanda por energia devido ? instala??o de novos parques industriais do setor av?cola. Em Lucas do Rio Verde, o consumo atual ? de cerca de 20 megawatts e para os pr?ximos tr?s anos deve atingir 70 megawatts, segundo dado da dire??o da Cemat Rede.ContratosA atual paralisa??o da usina de Cuiab? se soma a outras, de ocorr?ncia frequente ap?s o decreto de nacionaliza??o de hidrocarbonetos na Bol?via, anunciada pelo governo de Evo Morales em maio de 2006, e que for?ou a redu??o das atividades da Petrobras no pa?s vizinho.O diretor da t?rmica de Cuiab? disse que a redu??o da oferta de g?s pela estatal boliviana n?o tem rela??o com a negocia??o de contrato de fornecimento de g?s, em andamento entre a empresa e a YPFB. Na próxima semana, a direção da térmica realiza mais uma rodada de negociação dos termos do contrato, em Santa Cruz de la Sierra.Recentemente a YPFB e a usina fecharam um novo preço para o gás, de 4,20 dólares o milhão de BTU (unidade térmica britânica, na sigla em inglês), mas o contrato não chegou a ser assinado. A usina Mário Covas é controlada pela Shell e pela Ashmore Energy.

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