TV Esporte Interativo deve chegar a 80% dos brasileiros até 2016

Segundo Edgar Diniz, transmissões alcançam atualmente 100 milhões de pessoas no País eempresa conta com parceria do BNDES para expandir o sinal

Bianca Pinto Lima, do Economia & Negócios,

24 de janeiro de 2011 | 09h15

Carioca, o empresário Edgar Diniz sempre que possível organiza partidas de vôlei na praia. Assistir a esportes na televisão também está na lista de hobbys preferidos, apesar de hoje o hábito ser mais trabalho do que lazer. Egresso do mercado financeiro, no qual atuou durante dez anos, o executivo comanda atualmente a Esporte Interativo, empresa multimídia que transmite conteúdo esportivo pela televisão, internet e celular. Em 2010, o faturamento saltou mais de 100%. Apesar de a companhia não revelar cifras, fontes do mercado estimam que o ganho anual gire em torno de R$ 55 milhões.

"Identificamos uma demanda reprimida e encontramos um nicho onde ninguém atacava diretamente", afirma Diniz, que contou com a ajuda de dois sócios para dar início à empreitada. Segundo ele, três fatores foram levados em conta pela equipe: o expressivo tamanho do mercado publicitário, o gosto do brasileiro pelo esporte e a baixa penetração da televisão paga.

Parte I -"Ser empresário é se reinventar todos os dias"

Parte II - "O BNDES é um selo de qualidade"

Sintonizada pela parabólica e pelo canal 36 em São Paulo, a TV Esporte Interativo alcança hoje cerca de 100 milhões de pessoas. A meta é que o sinal seja transmitido para 80% da população, ou mais de 152 milhões de brasileiros, entre 2014 e 2016. Para tanto, a empresa começa a estruturar uma rede nacional de afiliadas e planeja chegar ao Rio de Janeiro e a Brasília no curto prazo.

Os planos ousados de expansão devem-se em parte a uma parceria feita com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) em 2009. O banco de fomento adquiriu 15% de participação na empresa, dando fôlego a novos negócios e maior visibilidade à companhia. "O BNDES é um selo de qualidade. Ninguém tem o banco como investidor sem ter passado por uma análise cuidadosa", gaba-se Diniz.

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