Ubabef nega haver dumping nas vendas de frango para a África do Sul

Entidade foi informada que a Comissão de Comércio Internacional da África do Sul  iniciou investigação antidumping contra exportadores brasileiros

Suzana Inhesta, da Agência Estado,

28 de junho de 2011 | 17h00

O presidente executivo da União Brasileira de Avicultura (Ubabef), Francisco Turra, afirmou que não há prática de dumping (venda a preço abaixo do custo de produção) nas exportações de carnes de aves para a África do Sul. A entidade foi informada nesta segunda-feira, 27, pelo Itamaraty e pela Embaixada do Brasil no país que a Comissão de Comércio Internacional da África do Sul (Itac) iniciou uma investigação antidumping contra exportadores brasileiros de frangos.

"Há três anos se fala nessa ação, que inicialmente teria como alvo toda a exportação avícola brasileira, mas agora se restringe a uma parcela do volume embarcado. Essa revisão mostra que o clima é favorável para o entendimento entre os dois países, para que seja esclarecida e comprovada a inexistência de dumping por parte das agroindústrias brasileiras", explicou Turra, por meio de nota. Segundo ele, a ação de agora se refere à exportação de frango inteiro e a cortes desossados, que representam 20% do volume embarcado para o mercado sul-africano.

O executivo ainda esclareceu que as empresas brasileiras já demonstraram que a prática não existe e deverão comprová-la novamente. No início deste ano, a Ubabef encaminhou um estudo elaborado pelo Instituto de Estudos do Comércio e Negociações Internacionais (Icone), que apresentava a legitimidade das práticas brasileiras dentro das normas da Organização Mundial do Comércio (OMC).

No acumulado do ano até maio, a África do Sul importou, ao todo, 82,6 mil toneladas de produtos avícolas do Brasil (somando-se frango inteiro, cortes desossados, além de frangos salgados, cortes com ossos e processados), com receita de US$ 92 milhões.

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