Toby Melville/Reuters
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Uber quer fazer concessões para se manter em Londres, diz jornal

Órgão inglês chocou a poderosa startup norte-americana na sexta-feira, 22, quando a considerou inadequada para operar um serviço de transportes devido a questões de segurança

William Schomberg, Reuters

24 Setembro 2017 | 12h36

LONDRES - A Uber está preparada para fazer concessões e reverter a decisão das autoridades de Londres de não renovar sua licença na cidade, o que potencialmente representa um grande golpe para a empresa, que está crescendo aceleradamente, noticiou um jornal.

O 'Sunday Times' também citou fontes próximas ao órgão regulador de transportes, que teriam dito que o movimento é encorajador e sugere a possibilidade de negociações.

“Embora ninguém tenha nos pedido para fazer mudanças, gostaríamos de saber o que podemos fazer”, disse o gerente geral da Uber em Londres, Tom Elvidge, ao jornal. “Mas isso requer um diálogo que, infelizmente, não conseguimos ter recentemente.”

Um porta-voz do Transport for London (TfL) não quis comentar.

O 'Sunday Times' disse que as concessões da Uber provavelmente envolveriam a segurança dos passageiros e benefícios para seus motoristas, possíveis limites para a jornada de trabalho para melhorar a segurança nas ruas e pagamento de férias.  

O TfL chocou a poderosa startup norte-americana na sexta-feira, 23, quando considerou a Uber inadequada para operar um serviço de transportes devido a questões de segurança e revogou sua licença a partir de 30 de setembro, embora a companhia possa continuar a operar enquanto apela da decisão.

O regulador cita falhas em relatar sérias ofensas criminais, conduzir verificações de antecedentes dos motoristas o suficiente e outras questões de segurança.  

A Uber respondeu pedindo que os usuários de Londres assinassem uma petição que dizia que as autoridades tinham “cedido à pressão de um pequeno número de pessoas que querem restringir as escolhas do consumidor”. O movimento é similar à estratégia que a Uber usou em disputas em outras cidades.

Às 19h do sábado (horário de Brasília), mais de 600 mil pessoas já haviam assinado, embora não esteja claro quantas delas estavam em Londres.   

Um porta-voz da Uber disse que cerca de 20 mil motoristas da Uber enviaram e-mails diretamente ao prefeito para se opor à decisão.

/REUTERS

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