UBS diz que incerteza política deve pesar sobre Petrobras

A volatilidade global dos preços do petróleo e combustíveis e altas incertezas políticas podem exercer pressão sobre a estatal Petrobras, na esteira da reeleição da presidente Dilma Rousseff, de acordo com a analista da UBS Securities Lillyana Yang.

REUTERS

27 de outubro de 2014 | 09h02

"Nós queremos saber como a estratégia da Petrobras para aumentar a rentabilidade e reduzir a alavancagem pode mudar após as eleições", disse Yang em nota a clientes nesta segunda-feira, acrescentando que seria desejável ver aumento de preço de dois dígitos nas refinaria para gasolina e diesel, e menor gasto de capital em refino.

"Nos perguntamos se este último seria implementado pós-eleições, dada a inflação alta, um pobre superávit e uma pobre balança comercial", disse ela.

Segundo a nota, preços mais baixos do petróleo aumentam o fluxo de caixa da Petrobras e seus lucros no curtíssimo prazo, mas um real mais fraco promove uma redução significativa nas duas linhas em função do descasamento ente as receitas e os custos e dívidas da estatal, que são altamente dolarizados.

(Por Guillermo Parra)

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