UE apoia penalidades mais duras aos países que não seguirem regras fiscais do bloco

Regras determinam que os integrantes do bloco mantenham déficits fiscais inferiores a 3% do PIB e dívidas nacionais menores do que 60% do PIB

Álvaro Campos e Gustavo Nicoletta, da Agência Estado,

21 de maio de 2010 | 14h26

Os governos da União Europeia (UE) concordaram em ampliar os esforços para coordenar suas políticas orçamentárias e também apoiaram a imposição de penalidades mais duras aos membros que não seguirem as regras fiscais do bloco, afirmou o presidente da UE, Herman Van Rompuy.

O fortalecimento das políticas fiscais da UE tornou-se uma prioridade após os países do bloco e o Fundo Monetário Internacional (FMI) montarem um pacote de € 750 bilhões para auxiliar os governos da zona do euro que passarem a ser alvo do ceticismo do mercado financeiro. "Já chegamos a um acordo a respeito dos quatro principais objetivos e também sobre a direção que seguiremos em cada um deles", disse Van Rompuy durante uma entrevista coletiva realizada após a reunião dos ministros de Finanças europeus.

Os objetivos incluem o desenvolvimento de um mecanismo permanente para auxiliar governos da zona do euro atingidos por crises e também para reduzir os desequilíbrios econômicos que tornam os países do sul da Europa menos competitivos do que a Alemanha e outros países do norte do continente.

Os membros da UE também concordaram sobre a necessidade de punições mais severas para os países que violarem regras orçamentárias segundo as quais os integrantes do bloco devem manter déficits fiscais inferiores a 3% do Produto Interno Bruto (PIB) e dívidas nacionais menores do que 60% do PIB. "Houve um amplo consenso sobre o princípio das sanções, sobre sanções financeiras e não financeiras", disse Van Rompuy.

Mercado de câmbio

O presidente do Banco Central Europeu (BCE), Jean-Claude Trichet, não vai comentar as especulações sobre o mercado de câmbio, disse o jornal alemão Frankfurter Allgemeine Zeitung (FAZ) em seu site nesta sexta-feira, citando o presidente. "Eu nunca comento sobre (supostas) intervenções", afirmou Trichet, de acordo com a transcrição de uma entrevista ao FAZ distribuída pelo BCE.

No começo da semana, o BCE se recusou a comentar sobre as especulações do mercado financeiro de que a instituição e outros grandes bancos centrais estariam se preparando para intervir nos mercados de câmbio  para sustentar o debilitado euro.

O ministro das Finanças da Alemanha, Wolfing Schäeuble, disse que todos os ministros presentes na reunião da força tarefa, realizada em Bruxelas, tinham concordado em utilizar a proposta da Comissão Europeia como diretriz geral, mas que o objetivo do encontro desta sexta-feira não tinha sido chegar a conclusões definitivas, mas sim "ter uma entendimento comum."

A ministra das Finanças francesa, Christine Lagarde, afirmou ainda que os ministros concordaram em tentar "se concentrar no que nós podemos alcançar no curto prazo" para dar "musculatura" à estrutura que pode existir imediatamente. A ministra disse também que o grupo conversou especificamente sobre questões de alerta precoce e ações preventivas, bem como possíveis sanções. Lagarde ressaltou, no entanto, que as conversações eram um "trabalho em andamento". As informações são da Dow Jones.

As informações são da Dow Jones.

 

Tudo o que sabemos sobre:
câmbioUnião Europeiaorçamento

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.