UE deve fazer mais para ajudar recuperação da Irlanda, diz FMI

Segundo o Fundo, país fez esforços 'excepcionais' para cumprir metas de seu programa de austeridade, mas precisará de assistência adicional do bloco para impulsionar crescimento

Andréia Lago, da Agência Estado,

20 de dezembro de 2011 | 15h57

DUBLIN - O Fundo Monetário Internacional afirmou que a Irlanda fez esforços "excepcionais" até agora para cumprir com as metas estabelecidas no programa de ajuda ao país, mas apelou à União Europeia que faça mais para ajudar a Irlanda a lidar com as dívidas dos bancos locais.

Os esforços do governo irlandês para restabelecer o acesso do país aos mercados de bônus continuam vulneráveis à crise mais ampla da zona do euro, que irá enfraquecer a recuperação do país, conduzida pelas exportações, alertou o Fundo no relatório da revisão trimestral mais recente das contas do país.

A Irlanda recebeu ajuda do FMI, Banco Central Europeu e União Europeia há um ano, com um pacote financeiro de € 67,5 bilhões. Desde então, o governo implementou cortes de gastos e aumentos de impostos, e prometeu dar início ao seu retorno aos mercados de bônus de forma limitada no próximo ano, uma vez que o financiamento do FMI se estenderá até 2013.

O FMI, entretanto, afirma que a Irlanda precisa de algum tipo de assistência adicional da União Europeia para ajudar a impulsionar seu crescimento e a lidar com os enormes custos de manter seus bancos funcionando. "Há algo importante que seria desejável, que seria romper essa ligação entre o (crédito) soberano e o sistema financeiro de forma mais eficaz do que vem sendo feito", disse o chefe da missão do FMI na Irlanda, Craig Beaumont. As opções, segundo ele, poderiam incluir uma ação da Linha de Estabilidade Financeira Europeia (EFSF) para ajudar a Irlanda a recuperar acesso ao financiamento de mercado ou a capitalização dos bancos irlandeses por instituições europeias temporariamente.

As informações são da Dow Jones.

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