UE estuda proibir divulgação de ratings soberanos temporariamente

Para o comissário europeu Michel Barnier, é legítimo que um país que está sendo ajudado pelo FMI disponha de tratamento especial das agências

Ricardo Gozzi, da Agência Estado,

20 de outubro de 2011 | 18h53

A Comissão Europeia está inclinada a propor uma proibição à emissão de ratings soberanos dos países da região que negociam pacotes de resgate financeiro, disse nesta quinta-feira, 20, Michel Barnier, comissário europeu de mercado interno. A expectativa é de que a União Europeia (UE) realize em 9 de novembro uma nova rodada de propostas sobre regras mais rígidas para as agência de classificação de risco de crédito.

"Eu acredito que é legítimo dispor de tratamento especial quando um país está em negociação ou é coberto por um programa internacional de solidariedade do FMI ou da Europa", defendeu Barnier. Se a Comissão Europeia concluir que os ratings desses países são inadequados, "podemos banir ou suspender o rating pelo tempo que for necessário. Estou estudando essa possibilidade muito seriamente", prosseguiu.

Barnier admitiu, no entanto, que se trata de uma questão "difícil". Autoridades europeias consideram as agências como parcialmente responsáveis pela crise financeira que eclodiu em 2008.

Até o momento, as três principais agências de classificação de risco de crédito - Moody's, Fitch e Standard & Poor's - não se pronunciaram sobre o assunto. As informações são da Dow Jones.

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