UE propõe imposto sobre transações financeiras, diz porta-voz

 Medida, que tem apoio da Alemanha e da França, é rejeitada por Reino Unido e Suécia, que temem perda de investidores

Ricardo Gozzi, da Agência Estado,

21 de setembro de 2011 | 16h26

Uma proposta a ser apresentada em breve pela Comissão Europeia para taxar transações financeiras abrangerá uma ampla variedade de ativos, inclusive ações, bônus, derivativos e produtos estruturados, afirmou nesta quarta-feira, 21, David Boublil, porta-voz do comissário de política tributária da UE, Algirdas Semeta.

"Nós pretendemos propor um imposto sobre transações financeira de base abrangente", disse Boublil. Derivativos cambiais estarão inclusos na taxação, afirmou ele, mas a comissão ainda debate se haverá impostos sobre transações de câmbio spot.

A Comissão Europeia, braço executivo da União Europeia (UE), tem avançado com a proposta de taxar as transações financeiras apesar das profundas divergências entre os governos dos países que integram o bloco.

A medida tem o apoio da Alemanha e da França, mas é rejeitada por países como Reino Unido e Suécia, os quais temem que isso leve investidores a procurarem outros mercados.

Antes de a proposta ser transformada em lei, ela precisará da aprovação dos países da UE e do Parlamento Europeu. A comissão pretende tornar pública a íntegra da proposta nas próximas duas semanas, disse Boublil. O imposto, se aprovado, entraria em vigor provavelmente no início de 2014, concluiu o porta-voz. As informações são da Dow Jones.

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