UE vai discutir ajuda bilateral para Grécia, diz fonte da Espanha

Ajuda pode envolver créditos de países da União Europeia com assistência do Fundo Monetário Internacional

Regina Cardeal, da Agência Estado,

24 de março de 2010 | 11h44

Os líderes europeus devem discutir esta semana se deve ser dada ajuda bilateral à Grécia, envolvendo créditos de países da União Europeia com assistência do Fundo Monetário Internacional (FMI), disse um representante do governo espanhol. Os integrantes da zona do euro estão também discutindo o quadro jurídico para que as linhas de crédito bilateral respeitem as leis dos países-membros.

 

"Está cada vez mais claro que o FMI precisa estar envolvido", disse a autoridade espanhola. Além da injeção de fundos, o FMI terá de fazer o acompanhamento técnico para garantir que as condições impostas pelos credores sejam cumpridas pela Grécia. Desde janeiro, a Espanha ocupa a presidência rotativa da UE.

 

Um representante do governo da Alemanha, por sua vez, disse que a reunião de líderes da UE não terminará com qualquer decisão sobre uma ajuda para a Grécia e que qualquer apoio ao país só poderá ser dado como um "último recurso" e teria de envolver uma contribuição "substancial" do FMI. Ele disse ainda que a Grécia não está na agenda oficial da cúpula dos próximos dias 25 e 26 dos líderes da UE em Bruxelas.

 

"Não está na agenda", disse. "Não haverá nenhuma decisão sobre uma possível ajuda para a Grécia." Ele acrescentou que não há nenhum acordo sobre um encontro de líderes dos 16 países que partilham o euro antes da reunião da UE e que uma reunião do tipo só faria sentido se fosse para se chegar a uma decisão sobre a ajuda à Grécia, o que, no momento, não está previsto.

 

Ele acrescentou que a Alemanha está conseguindo um apoio cada vez maior à sua ideia de que o FMI deve ter um papel substancial em qualquer pacote de resgate da Grécia. O presidente da Comissão Europeia, José Manuel Barroso, tem pressionado os líderes da UE a acertarem um quadro jurídico para uma possível ajuda à Grécia. A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, no entanto, insiste em que nenhuma decisão será tomada na reunião desta semana. As informações são da Dow Jones.

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