UE vai usar regras mais rígidas para avaliar capital de bancos, diz fonte

Normas da 'Basileia 2,5' visam garantir que instituições estejam melhorpreparados para lidar com choques e riscos que possam afetar sualiquidez

Álvaro Campos, da Agência Estado,

25 de outubro de 2011 | 15h30

O grupo de ministros de Finanças da União Europeia (Ecofin) chegou a um acordo para usar um conjunto transitório de regras de contabilidade, apelidado de "Basileia 2,5", para calcular as taxas de capital de Tier 1 dos bancos da região, segundo um oficial da UE com conhecimento das conversas.

Entretanto, o grupo não obteve consenso em outros tópicos de discussão, que dependem da finalização do plano para a alavancagem da Linha de Estabilidade Financeira Europeia (EFSF, na sigla em inglês), que foi discutido na reunião de cúpula realizada domingo na Bélgica. Um encontro do Ecofin marcado para amanhã de manhã foi cancelado hoje.

"As questões do haircut (desconto no valor dos bônus soberanos da Grécia detidos por investidores privados), da EFSF e da recapitalização dos bancos estão todas entrelaçadas", disse o oficial em uma entrevista para a Dow Jones.

As definições de Basileia 2,5 são um conjunto de critérios e métodos de contabilidade que definem como os bancos reportam e calculam a exposição ao risco nas suas carteiras de negociação. Essas regras mais rígidas visam garantir que os bancos estejam melhor preparados para lidar com choques adversos no mercado ou no caso de eventos imprevistos ou riscos subjacentes que possam afetar sua liquidez.

Os líderes da UE e os ministros de Finanças chegaram a um acordo preliminar no fim de semana para que os bancos elevem sua taxa de capital Tier 1 (considerado o capital de melhor qualidade) para 9%, e discutiram avaliar as dívidas soberanas de países da UE em uma base de marcação a mercado. Na noite de sábado, a ministra de Finanças da Espanha, Elena Salgado, afirmou que a taxa de 9% é "justa", embora tenha dito que isso depende da definição de capital Tier 1 utilizada.

Durante uma reunião de dez horas no sábado, o Ecofin chegou a um acordo preliminar para um pacote de recapitalização dos bancos de pouco mais de 100 bilhões de euros. Entretanto, o oficial ouvido pela Dow Jones afirma que França, Espanha e Itália estão afirmando que só assinarão o acordo (com a meta de capital Tier 1 de 9% e a classificação por marcação a mercado das dívidas soberanas do bloco) quando for aprovado e entrar em vigor um fundo maior para bancos problemáticos, possivelmente por meio da alavancagem da EFSF.

As informações são da Dow Jones.

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