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Um carro na sala do apê

Garagem dentro das unidades e pista de pouso para aviões em loteamentos são mordomias disponíveis a quem pode comprar um imóvel de luxo

Gustavo Coltri, de O Estado de S. Paulo,

28 de novembro de 2011 | 14h43

Alguns milhões de reais separam um simples mortal de mordomias como ter uma vaga de garagem dentro de um apartamento no 28º andar ou mesmo poder jogar golfe à beira da Cordilheira dos Andes. Tantos mimos - ou, se preferirem, extravagâncias - estão entre as facilidades à disposição de brasileiros endinheirados nos novos empreendimentos de altíssimo padrão.

Na região metropolitana de Belo Horizonte (MG), o redondo Edifício Sol, da EPO Engenharia, Planejamento e Obras, apresenta as vagas domésticas como um diferencial de conforto e segurança de suas unidades, negociadas a partir de R$ 4 milhões. "É um empreendimento voltado para um público específico, de poder aquisitivo alto, que preza pela exclusividade. Por isso, o atendimento deve ser altamente personalizado", alega o diretor presidente da empresa, Gilmar Dias dos Santos.

Previsto para ser entregue em 2015, o edifício terá 28 pavimentos, 2o apartamentos de 572 metros quadrados e uma cobertura de 1.079m², avaliada em R$ 7 milhões. Cada unidade terá ainda outras cinco vagas de garagem.

Em São Paulo, os preços do projeto mineiro podem até parecer promocionais.

Segundo o corretor de imóveis Marcelo Gurgel do Amaral, especializado no mercado de alto padrão na capital, o metro quadrado do complexo residencial Cidade Jardim, entregue há três anos, chega a R$ 18 mil. Com lajes de até 750 m², o preço de venda por unidade alcança aproximadamente R$ 13,5 milhões.

"O rico é um grande inimigo do trânsito. Ele quer aproveitar o dinheiro dele", diz Amaral, justificando o interesse pelo conjunto na Marginal Pinheiros com atrativos como o maior spa da América Latina e um dos shoppings mais luxuosos e exclusivos da metrópole.

"Lá, a segurança é muito forte e as academias são de alta performance. Não existe outro terreno com aquele tamanho e com aquela localização", acrescenta o diretor geral de vendas da imobiliária Coelho da Fonseca, Fernando Sita. A inauguração de conjuntos comerciais no complexo deve, segundo ele, manter o empreendimento entre os preferidos dos milionários - estima-se que o País tenha 155,4 mil pessoas nessa faixa de renda.

Outros projetos menos extravagantes do que o Cidade Jardim também apresentam mimos. Sob o slogan "Uma obra-prima se revela nos detalhes", o futuro Edifício Merano, lançamento da incorporadora AAM em Moema, deve oferecer aos moradores pisos de banheiro com aquecimento, além de preparar as unidades para a automação e para a instalação de toalheiros aquecidos. O projeto prevê ainda cinco vagas - uma delas em box - e apartamentos de até 448 m².

Casa de campo. Sem grandes terrenos nas capitais, loteamentos de luxo localizados a até 100 km de centros urbanos tornaram-se uma opção de segunda residência para o público classe A. Situado no município de Monte Mor, no interior dos Estado, o Haras Larissa tem sete quadras de tênis, um centro hípico, além de campos de golfe e de polo.

"A uma hora de São Paulo, a pessoa busca qualidade de vida", diz Sita. O metro quadrado no produto está avaliado em R$ 430, e os lotes têm entre 1,5 mil m² e 4 mil m².

Se a distância não é problema, o El Desafio Mountain Resort, empreendimento na Patagônia comercializado pela imobiliária Brasil Brokers para o público brasileiro, coloca-se como alternativa. O metro quadrado do terreno por lá custa US$ 50 e, na compra de um dos lotes de 300 m², o proprietário ainda ganha vista para a cordilheira dos Andes na cidade de San Martin de los Andes, na Argentina. A Patagônia é destino conhecido de turistas em busca de estações de esqui e de atividades de pesca e caça esportiva.

A facilidade de acesso aos usuários pretende ser o destaque do Reserva Real, produto do grupo internacional Design Resorts em Confins, Minas Gerais. Atualmente em obras, o espaço terá uma pista de pouso para aeronaves de 1,6 mil metros - 300 m a menos do que a do aeroporto de Congonhas, o mais movimentado do País.

"Nossa ‘fly in’ será a melhor da América Latina e permitirá que as pessoas cheguem em casa rapidamente. A uma hora de voo, a pessoa está em São Paulo, no Rio de Janeiro, em Salvador, em Brasília e em Salvador", diz o presidente do grupo, o português José Miguel Martins.

Segundo ele, ainda haverá no Reserva Real 24 quadras de tênis, a maior hípica de Minas Gerais, e um campo de golfe. Demais? "O que é extravagância hoje, amanhã deixa de ser", defende. 

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