Um ótimo investimento para o futuro
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Um ótimo investimento para o futuro

Exames preventivos da próstata a partir dos 50 anos são essenciais para quem quer viver mais e melhor

Libbs, Estadão Blue Studio
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23 de fevereiro de 2022 | 10h00

A maioria dos homens acredita que uma velhice segura e tranquila pode ser garantida ao poupar mensalmente parte do salário, investir em ações da bolsa de valores ou contratar um plano de previdência privada. Muitos esquecem, contudo, que nenhum planejamento para o futuro consegue ser bem-sucedido se deixar de lado os exames preventivos e os cuidados com a saúde. 

O Journal of Global Oncology, publicação da Sociedade Americana de Oncologia Clínica, divulgou no ano passado o novo Consenso Mundial sobre Rastreamento, Diagnóstico e Tratamento do Câncer de Próstata para Países em Desenvolvimento¹. Uma das primeiras orientações é tornar o rastreamento para câncer de próstata obrigatório com o PSA, que é um exame de sangue, e o toque retal a partir dos 50 anos de idade. “Uma pergunta que os pacientes sempre fazem é: ‘Pode ser só o PSA?’. Na verdade, não; tem que fazer os dois, porque há tumores que são tão agressivos que não aparecem no PSA, então você percebe só no exame de toque que algo está acontecendo, que a próstata está diferente. Os dois exames têm que ser feitos anualmente a partir dos 50 anos e, para indivíduos que têm um histórico familiar de câncer muito importante, a gente recomenda que façam esses exames a partir dos 40, 45 anos”, afirma Fernando Maluf, oncologista e fundador do Instituto Vencer o Câncer, uma organização sem fins lucrativos que tem entre seus principais objetivos informar, apoiar e acolher pacientes e familiares diante do diagnóstico e tratamento do câncer. Maluf explica que homens com um parente de primeiro grau com diagnóstico de câncer de próstata têm risco duplicado de desenvolver a doença. A boa notícia é que, se descoberto precocemente, esse tipo de câncer é curável em 90% dos casos, pontua o médico. 

Tratamento

Alguns pacientes que recebem o diagnóstico de câncer de próstata precisam apenas ser monitorados, sem necessidade de cirurgia ou terapias, ressalta Fernando Maluf. “Hoje mesmo eu atendi um paciente a quem a recomendação foi apenas observação, porque ele tem tumores de próstata pequenos, de baixo grau. De cada dez casos diagnosticados, três ou quatro são assim, nada precisa ser feito. Os outros casos precisam, sim, de tratamento, com cirurgia ou radioterapia”, revela o oncologista. Segundo ele, as cirurgias estão cada vez mais modernas. “As técnicas cirúrgicas melhoraram. A gente não tem evidências de que a robótica cause menos impotência [sexual], incontinência [urinária] ou que cure mais, mas já sabemos que a cirurgia robótica faz o paciente voltar para as suas atividades mais rapidamente do que a cirurgia aberta, porque o trauma obviamente é muito menor.”

Sintomas

Muitas vezes os tumores de próstata são assintomáticos. Quando dão sinais, são muito parecidos com os da hiperplasia benigna da próstata, como certa dificuldade para urinar ou urinar mais vezes do que o normal².  Além disso, o jato de urina pode se apresentar mais fraco. Em casos de doença mais avançada, os pacientes podem sentir edema nas pernas, dor pélvica, dor óssea, compressão de nervos e até do canal medular, explica Fernando Maluf. 

Exames preventivos foram adiados por muitos pacientes durante a pandemia, e o impacto disso tem sido muito ruim, garante o médico. Todos os tipos de câncer, não só o de próstata, estão sendo diagnosticados mais tardiamente. “O número de casos de doença avançada cresceu de modo muito importante, e obviamente a mortalidade aumentou de 30% a 40%, dependendo do câncer, do país”, revela. Por isso, é essencial que os pacientes retomem as consultas e, principalmente, os exames preventivos.  

Saiba mais sobre a próstata

A próstata é uma glândula do sistema genital masculino, localizada na frente do reto e embaixo da bexiga urinária. Seu tamanho pode variar com a idade: tem aproximadamente o tamanho de uma noz em homens mais jovens e pode ser maior nos mais velhos.

A função dessa glândula é produzir o fluido que protege e nutre os espermatozoides no sêmen, tornando-o mais líquido. Logo atrás da próstata, estão as glândulas denominadas vesículas seminais, que produzem a maior parte do líquido para o sêmen. A uretra, que transporta a urina e o sêmen para fora do corpo pelo pênis, atravessa o centro da próstata³.

FATORES DE RISCO* 

• Idade

O câncer de próstata é raro em homens com menos de 40 anos, mas a chance de ter a doença aumenta após os 50. Aproximadamente 60% dos cânceres de próstata são diagnosticados em homens com mais de 65 anos. 

• Raça

O câncer de próstata é mais frequente em homens com ascendência africana e caribenha e ocorre com menos frequência em asiáticos e hispânicos/latinos do que em brancos não hispânicos. A Ciência ainda não explica os motivos dessas diferenças raciais. 

• Histórico familiar

Ter um parente de primeiro grau com diagnóstico de câncer de próstata mais do que duplica o risco de desenvolver a doença. 


Referências:

¹ - Disponível em: Consensus on the Screening, Staging, Treatment, and Surveillance of Localized, Recurrent, and Metastatic Prostate Cancer: The First Global Prostate Cancer Consensus Conference for Developing Countries | JCO Global Oncology (ascopubs.org). Acesso em fevereiro de 2022.

² - Disponível em: Consensus on the Screening, Staging, Treatment, and Surveillance of Localized, Recurrent, and Metastatic Prostate Cancer: The First Global Prostate Cancer Consensus Conference for Developing Countries | JCO Global Oncology (ascopubs.org). Acesso em fevereiro de 2022.

³ - Disponível em: Consensus on the Screening, Staging, Treatment, and Surveillance of Localized, Recurrent, and Metastatic Prostate Cancer: The First Global Prostate Cancer Consensus Conference for Developing Countries | JCO Global Oncology (ascopubs.org). Acesso em fevereiro de 2022.

*Disponível em: Prostate Cancer Risk Factors. Acesso em fevereiro de 2022.

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