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Unicredit e Banco Popolare prolongam conversas sobre venda de dívidas ruins

Vendas planejadas de dívida ruim pelo UniCredit e Banco Popolare, os segundo e quarto principais bancos da Itália em número de agências, estão levando mais tempo do que o esperado, e as negociações tendem a se arrastar por semanas, disseram fontes familiarizadas com os negócios.

REUTERS

20 de junho de 2014 | 11h41

Empréstimos inadimplentes de bancos italianos, aqueles classificados como menos prováveis de serem reembolsados depois de meses de inadimplência, subiram a 166 bilhões de euros em abril, mais que o dobro do nível de 2010.

O Banco da Itália pediu repetidamente aos bancos que vendam esses ativos, o que força as instituições a reservar dinheiro precioso para cobrir eventuais perdas, de modo que eles possam aumentar os empréstimos para empresas.

Analistas dizem que os preços que os investidores estão dispostos a pagar pelos empréstimos são, em muitos casos, abaixo dos valores contabilizados nos livros bancários, o que significa que os credores seriam forçados a assumir mais baixas contábeis. As negociações estão demorando muito tempo enquanto os dois lados tentam chegar a um acordo sobre preço.

Uma fonte familiarizada com o assunto disse que o UniCredit, que está em negociações com um punhado de potenciais compradores, havia estendido o prazo para ofertas vinculativas para meados de julho, ante final de junho anteriormente.

O banco pretende vender uma carteira de empréstimos ruins em conjunto com uma participação majoritária em sua unidade de cobrança de dívidas, o UniCredit Management Bank, para tornar a gestão de empréstimos ruins mais eficaz.

UniCredit se recusou a comentar.

A venda pelo Banco Popolare também está se arrastando. Pier Francesco Saviotti, presidente-executivo, disse no mês passado que quatro potenciais compradores pediram mais tempo para realizar a devida diligência e que esperava ter mais informações para dar ao mercado nos primeiros 10 dias de junho.

Detalhes não foram divulgados até agora, no entanto. Na quinta-feira, o presidente-executivo de um dos potenciais ofertantes, o grupo imobiliário Prelios, disse que esperava-se que o Banco Popolare era tomasse uma decisão sobre a venda "até o final do verão (do hemisfério norte)."

O Banco Popolare não quis comentar.

(Reportagem de Paola Arosio, Elisa Anzolin e Francesca Landini)

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