Divulgação/Unidas
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Unidas tem lucro recorde de R$ 1 bi em 2021, avanço de 153%

A receita líquida consolidada também foi recorde no ano, de R$ 6,3 bilhões, um crescimento de 14,1% sobre 2020

Juliana Estigarríbia, O Estado de S.Paulo

22 de março de 2022 | 12h59

A empresa de aluguel de automóveis Unidas reportou lucro líquido recorde de R$ 1 bilhão em 2021, avanço de 153% sobre o ano anterior, informou a companhia em balanço enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) na noite de segunda-feira, 21.

A geração de caixa medida pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) recorrente também foi recorde no ano passado, de R$ 2,4 bilhões, crescimento de 80,2% sobre 2020. Já a receita líquida consolidada também foi recorde no ano, de R$ 6,3 bilhões, um crescimento de 14,1% sobre 2020.

O presidente da Unidas, Luís Fernando Porto, disse nesta terça-feira, 22, que a restrição de oferta de carros pelas montadoras limitou o crescimento da companhia em 2021. “O segmento de terceirização de frotas continua renovando recordes de contratações, mas o crescimento poderia ter sido melhor em um cenário de entregas de carros mais favorável”, disse a analistas.

O executivo acrescentou que a empresa tinha a expectativa de que, no segundo semestre de 2021, especialmente no último trimestre do ano, houvesse uma retomada das entregas de carros. “Infelizmente isso não aconteceu, começamos a ter sinais das montadoras de que a retomada não viria tão forte quanto o esperado.” Neste contexto, a companhia optou por reestruturar o segmento de seminovos. “Parte dos fechamentos de lojas (de seminovos) se deve à constante busca por eficiência”, ponderou.

Manutenção dos veículos

No quarto trimestre de 2021, a Unidas registrou aumento de 58,2% do custo de manutenção dos veículos na comparação anual, "devido ao contínuo envelhecimento da frota e dos aumentos dos preços de insumos de manutenção", informou a companhia em balanço divulgado há pouco.

O diretor Financeiro e de Relações com investidores da Unidas, Marco Oliveira, disse que algumas pressões de custos impactaram as margens da companhia em 2021, especialmente no quarto trimestre. “A idade média da frota mais elevada do que o normal traz pressão de custos de manutenção. O preço do carro vendido também está maior do que o normal e isso traz a necessidade de preparação de veículos para abastecer nossas lojas, principalmente no varejo. O gasto é maior, e isso pressiona as margens no RAC (rent a car)”, disse o executivo a analistas.

 No entanto, o diretor de aluguel de veículos da Unidas, Carlos Horácio Sarquis, destacou que mesmo em um cenário de restrição da oferta, a companhia mantém a estratégia.“Não interrompemos em nenhum momento a estratégia de crescimento (no RAC) devido à restrição de oferta de carros.” Para a empresa, a expectativa de normalização da venda de seminovos no curto prazo é baixa.

O custo de pessoal da companhia também subiu 59,9% no quatro trimestre em comparação com o mesmo período em 2020, "refletindo uma maior provisão de bônus atrelado ao resultado da companhia". De acordo com a Unidas, a depreciação contábil dos carros "continua refletindo, de maneira conservadora, o equilíbrio entre os ativos mais antigos e já depreciados e os novos ativos adquiridos e a expectativa de depreciação no longo prazo".

2022

Para o ano de 2022, o setor de aluguel de automóveis busca maior poder de barganha com as montadoras. Um dos movimentos que simbolizam a reorganização dos negócios nesse nicho é a fusão da Unidas com a Localiza, líderes de mercado. 

Os veículos elétricos também estão no radar da Unidas para manter o ritmo de crescimento e entrar na tendência mundial de eletrificação dos automóveis. No começo do ano, a empresa anunciou a meta de atingir 80 mil carros elétricos em sua frota até 2027.

 

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