Unipar e Petrobras consolidam ativos petroquímicos

Com o negócio, empresas criam a Companhia Petroquímica do Sudeste, que consolidará os ativos da região

Stella Fontes e Daniela Milanese, da Agência Estado,

11 de agosto de 2007 | 18h01

A Petrobras e a Unipar oficializaram neste sábado, 11, as negociações para a constituição da Companhia Petroquímica do Sudeste (CPS), que consolidará os ativos da região. A Unipar será a controladora da nova empresa, enquanto a estatal terá "papel relevante como acionista da CPS", conforme comunicado divulgado neste sábado. Segundo as companhias, o objetivo é "atingir escala mundial de produção e competitividade, características essenciais do setor". A Companhia Petroquímica do Sudeste será formada pelos ativos das duas empresas dedicados à produção de resinas termoplásticas e petroquímicos básicos localizados na região. Haverá um acordo de acionistas para a gestão da nova companhia. Segundo o comunicado, a Petrobras e a Unipar pretendem fechar, em até 90 dias, um acordo com as condições para a criação da CPS. As empresas informam que a avaliação dos ativos envolvidos será feita com base em critérios e princípios idênticos, com o reconhecimento do direito de preferência previsto na compra da Suzano Petroquímica pela Petrobras, anunciada na semana passada. Esse direito vale para a Unipar, como acionista da PQU, Petroflex e Rio Polímeros, para a Braskem, como minoritária da Petroflex, e para a Petroquisa, que possui participação na Riopol. A compra da Suzano Petroquímica pela Petrobras, por R$ 2,1 bilhões, deu impulso à consolidação do setor. A estatal deve ainda desembolsar outros R$ 600 milhões para adquirir as ações da Suzano em circulação no mercado e fechar o capital da empresa. No anúncio do negócio, o presidente da Petroquisa, José Lima de Andrade Neto, já havia adiantado que a Petrobras poderia contar com um sócio privado e confirmou que a Unipar estava entre as empresas com as quais a estatal vinha negociando. Embora a Petrobras tenha, durante toda a semana, reiterado que não pretendia ser sócio majoritária no Pólo do Sudeste, o mercado viu com ressalvas o fortalecimento da presença estatal no setor. A Companhia Petroquímica do Sudeste deve viabilizar a implantação do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj). A Petrobras já informou que o Comperj será a peça principal do pólo do Sudeste. O objetivo é ganhar musculatura para concorrer com a Braskem e com petroquímicas estrangeiras que já têm escala suficiente para atuar no novo desenho mundial do setor, com corporações cada vez maiores.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.