Uruguai descarta 'turismo da maconha' e quer ser destino gay

Uruguai descarta 'turismo da maconha' e quer ser destino gay

Ministra do turismo do governo José Mujica alerta que lei que legalizou o consumo de cannabis vale apenas para habitantes do país, e não para visitantes

EFE

28 de outubro de 2014 | 17h23


MONTEVIDÉU - O Uruguai se consolidou como destino 'gay friendly' nos últimos anos e fará uma forte aposta pelo turismo de convenções de forma a diversificar sua oferta, segundo a ministra do Turismo do Liliam Kechichián.

A ministra descartou que a regulamentação do consumo de maconha possa incentivar o 'turismo canábico'.

"O turismo canábico não vai existir, pois a lei não vale para visitantes, mas exclusivamente para os habitantes do Uruguai", explicou Kechichián, em visita a Buenos Aires para assistir à Feira Internacional de Turismo.

A ministra sustentou que o governo uruguaio recebe diariamente milhares de consultas de estrangeiros sobre as formas de se conseguir maconha, cujo consumo está regulado há meses.

Em 2013, o Uruguai também aprovou a lei do casamento 'igualitário', uma norma que incentivou 'notavelmente' no país o turismo gay, segundo a ministra.

"O Uruguai se tornou o primeiro país gay amigável ('gay friendly') na América Latina. Temos desenvolvido muito esse tema e Montevidéu tem um departamento específico trabalhando com essa área do turismo", disse a ministra.

Nos últimos anos. O país fez fortes apostas em outros tipos de ofertas turísticas, nas áreas de esporte e cultura.

"Desenvolvemos o turismo náutico fluvial em toda a costa do Uruguai e o turismo idiomático, de muitos jovens que chegam da Europa para estudar espanhol", afirmou Kechichián.

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