Uruguai e Paraguai não estão convencidos sobre elevação da TEC

Representantes dos dois países deixaram claro que Brasil e a Argentina vão ter que negociar muito com os sócios menores do Mercosul para conseguir 'preservar' seus mercados

Marina Guimarães, da Agência Estado,

29 de junho de 2011 | 18h44

O Uruguai não está convencido de que a elevação da Tarifa Externa Comum (TEC) possa ser uma ferramenta eficaz para preservar o Mercosul de uma forte entrada de produtos importados, como propôs o governo brasileiro nesta quarta-feira, 29. "É uma proposta a analisar, que tem que ter um marco de referência mais claro e pontual: de que produtos estamos falando e que objetivos se perseguiriam com estas medidas", afirmou o chanceler uruguaio, Luis Almagro, em entrevista à imprensa. Segundo ele, o governo de José "Pepe" Mujica tem que analisar a importância estratégica das importações para o país, mas concorda que o Uruguai é beneficiado com algumas exceções da TEC.

Em conversa com a Agência Estado, Almagro opinou que, "no curto prazo, se alguns países tomam medidas para evitar uma avalanche de importação, pode até servir temporariamente, mas a médio prazo, não condiz com o espírito do Mercosul, que é o de ter um mercado ampliado e sem restrições". O chanceler disse que a lógica do Mercosul é o de atrair investimentos para desenvolver os países, exportar seus produtos e ter um mercado dinâmico. "Agora, se a lógica está sendo amparada por outras questões, é preciso analisar, mas penso que é preciso ver o problema com uma perspectiva mais ampla que a atual", completou Almagro.

O chanceler do Paraguai, Jorge Lara Castro, também falou que o assunto terá que ser analisado. Ambos, deixaram claro que o Brasil e a Argentina vão ter que negociar muito com os sócios menores do Mercosul para conseguir "preservar" seus mercados.

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