Usiminas eleva investimento em 2010, volta a discutir nova usina

A Usiminas vai elevar este ano investimentos em novas instalações produtivas nas usinas siderúrgicas da empresa em Ipatinga (MG) e Cubatão (SP), depois de ter cortado em 2009 o valor previsto para 2,4 bilhões de reais.

REUTERS

09 de fevereiro de 2010 | 12h50

A companhia prevê investir este ano 3,2 bilhões de reais e deve concluir ainda neste semestre decisão sobre a viabilidade de construção de usina de placas em Minas Gerais cujo projeto foi suspenso no ano passado diante dos efeitos da crise financeira internacional sobre a demanda por aço.

Entre os maiores investimentos da companhia por ora estão a expansão de capacidade com a montagem de uma segunda linha de tiras a quente na usina de Cubatão, que terá capacidade para 2,3 milhões de toneladas por ano. O projeto tem orçamento de 2,53 bilhões de reais e início de operação previsto para o segundo trimestre de 2011, informou a Usiminas em comunicado.

Segundo a companhia, os equipamentos para a segunda linha já foram contratados e o projeto está em fase de montagem com obras civis em andamento.

Tiras a quente é o aço plano antes de ser transformado em bobinas que são usadas em produtos para o setor de veículos, tubulações de petróleo e gás e vigas de construção civil, por exemplo, aplicações que estão com demanda em alta diante dos projetos de exploração de reservas petrolíferas na camada pré-sal, do programa "Minha Casa, Minha Vida" e vendas aquecidas de automóveis.

Outro projeto importante da Usiminas é a expansão das instalações de laminação de chapas grossas da usina de Ipatinga, que consumirá 1,050 bilhão de reais e tem início de operação previsto para o quarto trimestre de 2012.

A companhia só informará o total dos investimentos efetivamente realizados em 2009 quando divulgar seus resultados de quarto trimestre, previstos para 25 de fevereiro, informou a assessoria de imprensa da Usiminas. Em julho do ano passado, o orçamento anual foi reduzido de 2,9 bilhões para 2,4 bilhões de reais.

(Por Alberto Alerigi Jr.)

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