Usiminas quer alcançar valor de mercado de R$ 50 bilhões em 2015

Presidente da Usiminas, Wilson Brumer, revelou hoje a meta de ampliar os atuais R$ 22 bilhões

Chiara Quintão, da Agência Estado,

18 de maio de 2011 | 10h53

IPATINGA - O presidente da Usiminas, Wilson Brumer, disse nesta quarta-feira, 18 de maio, que a companhia pretende alcançar o valor de mercado de R$ 50 bilhões em 2015, ante os cerca de R$ 22 bilhões atuais. A nova linha de galvanização, que será inaugurada hoje, em Ipatinga (MG), faz parte da estratégia para chegar a esse objetivo.

Outra meta da empresa é obter geração de caixa medida pelo Ebitda de R$ 8,3 bilhões em 2015. Com os investimentos previstos, a intenção é que a dívida bruta não ultrapasse três vezes o Ebitda e que a dívida líquida fique entre uma vez e duas vezes o Ebitda.

Na nova linha de galvanização por imersão a quente, foram investidos R$ 914 milhões. "A empresa terá, a partir de hoje, oferta de um milhão de toneladas por ano de produtos galvanizados", disse Brumer. A nova linha possibilitará que a Usiminas atenda, além da indústria automotiva, os setores de construção civil e linha branca.

Também integram a estratégia para chegar às metas para 2015 a autossuficiência em coque prevista para 2013 e a entrada em operação do novo laminador de tiras a quente em Cubatão (SP), que ficará pronto no início do próximo ano. "Vamos atender mercados que hoje não atendemos e ser muito mais competitivos", disse o presidente da Usiminas.

O executivo destacou que a mineração vai contribuir para melhorar o Ebitda da companhia. "Hoje, produzimos 7 milhões de toneladas; em 2012, serão 12 milhões de toneladas; e, em 2015, 29 milhões de toneladas."

Parceria

O presidente da Usiminas, Wilson Brumer, disse hoje que a empresa vai buscar um parceiro para a unidade de pelotização. A intenção é que não seja só um parceiro financeiro, mas também consumidor de pelotas. A pelotizadora terá capacidade de produção de 7 milhões de toneladas por ano e estará localizada em Minas Gerais.

A expectativa é que a pelotizadora esteja em operação até 2015. A cidade será definida em função de logística que atenda às unidades de Cubatão e Ipatinga.

Quando a unidade de pelotização for concluída, a empresa exportará 20 milhões de toneladas entre minério e pelotas. A Usiminas vai investir US$ 1 bilhão na pelotizadora.

Aços planos

O vice-presidente de Negócios da Usiminas, Sergio Leite, afirmou que a empresa quer se aproximar de 60% de participação de mercado de aços planos para o setor automotivo, ante os 50% atuais. No fornecimento para o setor não-automotivo, a Usiminas pretende ter 30% de participação.

"Nas nossas estimativas, temos de 45% a 50% no mercado brasileiro total de aços planos", disse Leite. Segundo ele, a nova linha de galvanização é a principal estratégia da empresa para a empresa elevar sua participação de mercado.

Diretoria reestruturada

O conselho de administração da Usiminas definiu ontem a reorganização da estrutura da diretoria da companhia. "Propusemos ao conselho, que aprovou, uma reorganização da nossa empresa que agora vai estar mais focada no modelo de unidades de negócios. As unidades serão siderurgia, que é nosso negócio principal, mineração e agregação de valor ao aço, na qual chamamos atenção, principalmente, para a Soluções Usiminas", disse o presidente da companhia, Wilson Brumer.

Na área de siderurgia, a produção e a área comercial de aço foram reunidas num único comando. "A área de siderurgia vende, produz e entrega", disse Brumer. Segundo ele, o mesmo ocorrerá em mineração e na área de agregação de valor. Foi criada também área de desenvolvimento e aumento de competitividade, que vai se focar em autossuficiência de energia.

"De acordo com nossos cálculos, a autossuficiência de energia poderá nos gerar economia de R$ 350 milhões por ano." Brumer ressaltou que a autossuficiência de energia se dará de várias formas, por exemplo, por maior uso de gás nos fornos da unidade de Ipatinga.

O vice-presidente de Negócios, Sergio Leite, assumirá, na próxima segunda-feira, o cargo de vice-presidente de Siderurgia da Usiminas. "Teremos mais integração em produção e vendas", disse Leite.

Até o fim do ano, a Usiminas vai definir a "otimização da unidade de Ipatinga", segundo o presidente da companhia, Wilson Brumer. Após essa definição, a companhia definirá também a otimização da usina de Cubatão, de acordo com Leite.

A repórter viajou a convite da empresa.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.