Usiminas tem prejuízo de R$ 122,7 mi no 1º trimestre

A Usiminas encerrou o primeiro trimestre de 2013 com prejuízo líquido de R$ 122,7 milhões ante resultado negativo de R$ 36,800 milhões apurado no mesmo período do ano passado e do prejuízo de R$ 283,1 milhões registrado no quarto trimestre de 2012. O prejuízo divulgado nesta sexta-feira é 232% superior ao valor do primeiro trimestre de 2012 e 57% menor do verificado no quarto trimestre do mesmo ano.

BETH MOREIRA, Agencia Estado

26 de abril de 2013 | 08h45

O Ebtida (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) ajustado somou R$ 313,490 milhões, com crescimento de 64% ante igual intervalo de 2012. A receita líquida somou R$ 3,194 bilhões, uma expansão de 10,85% na mesma base de comparação. O resultado financeiro ficou negativo em R$ 236,2 milhões, ante despesas de R$ 107,9 milhões de igual período do ano passado e de R$ 29,514 milhões dos últimos três meses de 2012.

Siderúrgicos

As vendas de produtos siderúrgicos da Usiminas somaram 1,6 milhão de toneladas no primeiro trimestre, com crescimento de 1,5% sobre os últimos três meses de 2012. Conforme a Usiminas, 77,1% das vendas de aço foram destinadas ao mercado interno, o que representa um aumento de 1,5% em relação às vendas do quarto trimestre de 2012. Já as exportações recuaram 30,2% na mesma base de comparação, representando 22,9% das vendas totais, em linha com a estratégia da companhia de aumentar participação no mercado doméstico.

A unidade de siderurgia obteve no primeiro trimestre deste ano uma receita líquida de R$ 2,7 bilhões, 5,7% inferior à do quarto trimestre, devido ao menor volume de produtos siderúrgicos vendidos no mercado externo, compensado parcialmente pelo maior volume de vendas no mercado interno. "Como a participação relativa das exportações das vendas totais foi reduzida de 30,2% para 22,9%, o preço médio no trimestre subiu 2,5% em relação ao do quarto trimestre de 2012", informou a empresa.

Custos

Entre janeiro e março, o Custo dos Produtos Vendidos (CPV) foi de R$ 2,6 bilhões, 10,9% inferior ao do quarto trimestre, principalmente em função do menor volume de vendas. Segundo a empresa, o CPV por tonelada caiu 3,1% na comparação com o trimestre anterior, principalmente devido às melhorias operacionais e maior eficiência nas unidades industriais e redução de custos em mão de obra própria e serviços de terceiros, parcialmente compensado pelo aumento de preços do minério de ferro e custos com a readequação do quadro de funcionários.

As despesas com vendas se mantiveram praticamente estáveis, informa a companhia. As despesas gerais e administrativas subiram 14,8%, impactadas principalmente pela provisão da Participação de Lucros e Resultados (PLR). As despesas operacionais totais foram de R$ 133,6 milhões, ante R$ 140,1 milhões do quarto trimestre de 2012, apresentando redução de 4,7%, principalmente devido à venda de ativos não operacionais no valor de R$ 31,2 milhões, compensadas em parte pelo custo líquido das obrigações atuariais de R$ 15,5 milhões referente aos planos de previdência da companhia e menor contribuição do programa Reintegra.

Minério de ferro

As vendas de minério de ferro somaram 1,3 milhão de toneladas entre janeiro e março de 2013, com recuo de 23% em relação ao quarto trimestre do ano passado. A produção do insumo totalizou 1,6 milhão de toneladas, 10,2% superior na mesma base de comparação.

Segundo a empresa, o menor volume de vendas se deve ao menor volume de exportações, que somou 165 mil toneladas entre janeiro e março ante 493 mil toneladas registrado nos últimos três meses do ano passado. O volume de minério de ferro destinado às usinas de Ipatinga e Cubatão foi de 1,1 milhão de toneladas.

A receita líquida do segmento de mineração no acumulado dos primeiros três meses do ano foi de R$ 247,9 milhões, apresentando uma redução de 15,1%, quando comparada ao quarto trimestre, que foi de R$ 291,8 milhões. Segundo a empresa, a queda se deve principalmente ao menor volume de vendas para o mercado externo embora parcialmente compensado pelo aumento de 10,2% nos preços médios. Também contribuiu para esta redução o ajuste de preço por qualidade e quantidade com a unidade de siderurgia, que afetou positivamente o quarto trimestre do ano passado.

Custos

De janeiro a março o Custo dos Produtos Vendidos (CPV) totalizou R$ 85,5 milhões, inferior em 20,7% ao do quarto trimestre, principalmente em função do menor volume de venda na exportação.

O lucro bruto da divisão alcançou R$ 162,3 milhões no trimestre, contra R$ 184,0 milhões do quarto trimestre do ano passado, e a margem bruta foi de 65,5% contra 63,0% no trimestre anterior, principalmente em função da menor redução da receita líquida em comparação à redução do CPV. As despesas operacionais somaram R$ 29,3 milhões, enquanto no quarto trimestre foi de R$20,3 milhões.

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