Washington Alves
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Siderúrgicas Usiminas e Gerdau pioram resultados e registram prejuízo no 3º trimestre

Usiminas teve prejuízo de R$ 1,042 bilhão no terceiro trimestre, enquanto a Gerdau reverteu o lucro e teve perda de R$ 1,9 bilhão

Marcelle Gutierrez e Fernanda Guimarães, O Estado de S. Paulo

29 Outubro 2015 | 09h00

A alta do dólar, dívidas e atividade fraca fizeram o resultado das siderúrgicas Gerdau e Usiminas piorar. A Usiminas teve prejuízo líquido de R$ 1,042 bilhão no terceiro trimestre ante uma perda de R$ 24 milhões um ano antes. Já a Gerdau reverteu o lucro e teve prejuízo de R$ 1,958 bilhão no terceiro trimestre. Em 2014, no mesmo trimestre, a Gerdau tinha tipo lucro de R$ 261,951 milhões.

Na demonstração de resultados do trimestre, a Gerdau explica que o resultado negativo do período foi provocado por impairment (deterioração) de ativos no valor de R$ 1,9 bilhão.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado consolidado somou R$ 1,291 bilhão, um avanço de 4% ante o registrado um ano antes. A margem Ebitda ficou em 10,8% entre julho e setembro de 2015, ante 11,6% de igual intervalo de 2014.

A receita líquida da empresa totalizou R$ 11,925 bilhões no terceiro trimestre de 2015, montante 11,4% maior que o registrado um ano antes.

O resultado financeiro ficou negativo em R$ 1,381 bilhão entre julho e setembro, ante resultado financeiro negativo de R$ 575 milhões de igual trimestre do ano passado. Segundo a empresa, o aumento deve-se à variação cambial líquida negativa sobre os passivos contratados em dólar norte-americano e as maiores despesas financeiras decorrentes do aumento da dívida bruta nos períodos comparados.

Interrupção.A Usiminas decidiu interromper temporariamente as atividades das áreas primárias da Usina de Cubatão, em São Paulo. Segundo comunicado da companhia enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o processo de desativação será gradual e envolverá sinterizações, coquerias, altos fornos (um dos quais já tinha suas atividades paralisadas desde maio de 2015) e aciaria, bem como todas as atividades associadas a esses equipamentos.

"O referido ajuste objetiva reposicionar a Usiminas em um novo patamar de escala e competitividade perante um contexto econômico de deterioração progressiva do mercado siderúrgico", justificou a Usiminas, no documento.

A usina de Cubatão deixará de produzir placas, mas serão mantidas as atividades das linhas de laminação a quente e a frio, bem como as operações relacionadas a seu terminal portuário. A linha de laminação de chapas grossas continuará temporariamente suspensa.

O Ebitda ajustado da empresa foi negativo em R$ 65 milhões no período, ante um Ebitda positivo de R$ 357 milhões. A receita líquida no terceiro trimestre do ano foi de R$ 2,424 bilhões, queda de 16,6% na relação anual. Na comparação trimestral a receita recuou 9%.

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