Usiminas: vendas de aço no 2.º trimestre caem 16,7%

A Usiminas anunciou nesta sexta-feira que as vendas de aço no segundo trimestre do ano caíram 16,7% em relação ao mesmo período de 2012, para 1,572 milhão de toneladas. Já na comparação com o primeiro trimestre deste ano houve uma queda de 1%. No balanço, a companhia destaca que em relação ao primeiro trimestre o destaque foi o aumento de consumo no segmento da distribuição, em 15%, que foi impulsionado, de acordo com a empresa, por recomposição de estoques.

FERNANDA GUIMARÃES, Agencia Estado

26 de julho de 2013 | 10h57

De acordo com o balanço, o mix de vendas no período foi de 90,9% no mercado interno e 9,1% nas exportações. Segundo o relatório, esse porcentual está em linha "com a estratégia da companhia de aumentar participação das suas vendas no mercado interno". Já a produção de aço da Usiminas no segundo trimestre atingiu 1,749 milhão de toneladas, queda de 5,2% em relação a igual período de 2012. Na comparação com o primeiro trimestre houve, por outro lado, um crescimento de 5%. Do total produzido no segundo trimestre, a empresa informou que 56,8% foi na Usina de Ipatinga, enquanto 43,2% na Usina de Cubatão.

Mineração

No intervalo de abril a junho deste ano as vendas de minério de ferro pela companhia mineira atingiram 1,366 milhão de toneladas, recuo de 8,7% em relação ao mesmo período do ano passado. Ante os primeiros três meses do ano houve um incremento de 1%. Do total das vendas, a empresa informou que 61,3% foi para a própria Usiminas; 12,7% para o mercado interno e o restante destinado ao mercado externo.

Já a produção de minério de ferro pela Usiminas no segundo trimestre do ano foi de 1,621 milhão de toneladas, crescimento de 6,9% ante o mesmo intervalo de 2012, mas queda de 2% em relação ao primeiro trimestre.

Prejuízo

O prejuízo líquido da Usiminas, de R$ 22 milhões no segundo trimestre, informado nesta sexta-feira, veio melhor do que as expectativas do mercado. As perdas foram 83% menores do que a média das estimativas de sete instituições financeiras consultadas pela Agência Estado (Goldman Sachs, Itaú BBA, JPMorgan, Citi, BTG, Planner e Ágora).

Já o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado da companhia, de R$ 441 milhões no segundo trimestre, veio acima das projeções. O montante apresentado pela siderúrgica mineira superou em 12,2% as estimativas das instituições, que eram de R$ 393 milhões.

A receita reportada no intervalo entre abril e junho de R$ 3,296 bilhões veio em linha com as expectativas. A média das sete casas previa uma receita de R$ 3,296 bilhões. O Broadcast considera o resultado em linha com as estimativas quando fica até 5% abaixo ou acima da média das projeções do mercado.

Lucro operacional

Embora a desvalorização do real no segundo trimestre do ano tenha aumentado as despesas financeiras da Usiminas, o maior volume de vendas da siderúrgica para o mercado interno impulsionou o lucro operacional no período, ajudando que o prejuízo da empresa fosse reduzido em 74,7% em relação ao mesmo intervalo do ano passado. Assim, as perdas da companhia chegaram a R$ 22 milhões de abril a junho, sendo o sexto resultado no vermelho consecutivo da usina mineira.

No segundo trimestre do ano, as vendas de aço da Usiminas chegaram a cair 16,7%, para 1,572 milhão de toneladas. Ante o primeiro trimestre houve uma redução de 1%. No entanto, o mix de vendas apresentou uma mudança significativa. No segundo trimestre, grande parte das vendas foi dentro do Brasil: 90,9% para o mercado interno e 9,1% para o externo.

No mesmo período do ano passado, o mix era bem diferente: 70,3% das vendas foram realizadas no mercado doméstico. No primeiro trimestre deste ano a distribuição das vendas também era semelhante: 77,1% para o mercado interno. Segundo consta no balanço da companhia, o desempenho foi "em linha com a estratégia da companhia de aumentar participação das suas vendas no mercado interno".

No entanto, a desvalorização de 10% do real em relação ao dólar não permitiu que a companhia melhorasse ainda mais o seu resultado. As despesas financeiras da Usiminas no segundo trimestre do ano foram de R$ 276,311 milhões, o que representou um aumento de 16,4% em relação ao mesmo trimestre do ano passado e de 17% ante os primeiros três meses do ano.

De qualquer forma, os números vieram melhores do que as expectativas do mercado. As perdas foram 83% menores do que a média das estimativas das sete instituições financeiras consultadas pela Agência Estado, cuja média previa um prejuízo de R$ 130 milhões no período.

Já o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado da companhia, de R$ 441 milhões no segundo trimestre, veio acima das projeções. O montante apresentado pela siderúrgica mineira superou em 12,2% as estimativas das instituições, que eram de R$ 393 milhões. A receita líquida, de R$ 3,296 bilhões, por sua vez, veio em linha com as expectativas.

Dívida

A Usiminas afirmou em seu balanço financeiro que não houve quebra de covenants (cláusulas contratuais de títulos) de dívida líquida em junho deste ano. A dívida líquida da Usiminas ao final do segundo trimestre do ano chegou a R$ 3,279 bilhões, uma queda de 9% em relação à dívida apresentada pela empresa ao término do mês de março. De acordo com a Usiminas, ao fim de junho 81,1% da dívida tinha vencimento no longo prazo, enquanto 18,9% no curto prazo. Ainda em relação à dívida, 59,9% era em moeda nacional e 40,1% em moeda estrangeira.

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