Usina e cervejaria próximas reduzem custo de alimentação

Em Boituva, criador montou confinamento para engordar 7.500 bovinos com bagaço de cana e cevada cervejeira

Estadão,

19 de outubro de 2007 | 17h13

A Fazenda Jequitibá, em Boituva (SP), montou um confinamento para produzir 2 mil bois por mês para o abate. Numa área de apenas 20 hectares estão confinados 7.500 animais. O local é altamente estratégico: fica a 1,5 quilômetro de uma usina de álcool e a 5 quilômetros de uma cervejaria. Além do bagaço de cana e da cevada cervejeira, cujo custo fica muito reduzido pela proximidade, o gado é alimentado com polpa cítrica, farelo de soja, milho triturado e mais um mix de vitaminas e sais minerais. O porcentual de cada ingrediente varia conforme a disponibilidade na época, na região. Os funcionários usam uma pá-carregadeira para colocar os ingredientes numa gigantesca batedeira. Parte do gado entra muito jovem no confinamento, logo após a desmama, e fica pronto em 120 dias. Outros chegam com 15 meses e permanecem 90 dias. Todos vão para o abate com até 24 meses. Exigência De acordo com Roberto Barcellos, que dirige a criação, os bezerros são comprados de criadores da região. "Fazemos um verdadeiro garimpo para trazer o que há de melhor." A fazenda vai iniciar uma parceria com criadores da região para a produção de gado wagiu, de origem japonesa. Foram adquiridos 8 touros e 4 fêmeas para a produção de material genético. Os parceiros estão sendo selecionados. Os criadores vão receber o sêmen e todo o protocolo da raça, além de assistência técnica. Na venda, eles terão vantagem de preço, como o pagamento do mesmo valor por machos e fêmeas. De acordo com Barcellos, por causa da carne com marmoreio muito equilibrado, esse gado tornou-se altamente requisitado. O produto é encontrado apenas em restaurantes sofisticados. O plano é produzir 500 cabeças por mês, com os primeiros lotes prontos em dois anos

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