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Uso de cartões de crédito no País supera a função débito, mostra BC

Segundo estudo da autoridade monetária, no entanto, a utilização dos cartões de débito cresceu mais do que o uso da função crédito no período analisado

Eduardo Rodrigues, da Agência Estado,

27 de dezembro de 2011 | 16h32

BRASÍLIA - Um estudo divulgado nesta terça-feira, 27, pelo Banco Central mostra que os brasileiros passaram autilizar mais os meios de pagamentos eletrônicos em 2010. O número detransações com cartões de crédito chegou a 3,3 bilhões no ano passado,enquanto a função débito atingiu 2,8 bilhões de operações. Oscrescimentos, de 18,1% e 20,4% - respectivamente -, superam com folgaas expansões de emissões e ativações dos cartões.

Segundo a autoridade monetária, apesar da quantidade de operações noscartões de crédito superar as feitas com o uso de cartões de débito, asegunda modalidade teve maior crescimento na quantidade média detransações em 2010. "Vale lembrar que o cartão de débito é maiseficiente e menos custoso ao estabelecimento comercial, seja em funçãodas diferenças entre os prazos de liquidação da transação, seja emfunção das taxas de desconto", afirma o documento.

O adendo estatístico também aponta que o uso de cartões de crédito e débito no País cresceu em 2010, mas a concentração excessiva nesse mercado continuou no ano passado. O número de cartões de crédito emitidos no País em 2010 superou em 11,7% a marca existente ao fim de 2009, chegando a 175,4 milhões. Da mesma forma, a quantidade de cartões que se encontravam ativos naquele período somava 87,9 milhões, com expansão de 12,8% em relação ao ano anterior.

O relatório publicado hoje também mostra que, ao fim de 2010, havia 223,5 milhões de cartões de débito emitidos no Brasil. A expansão dessa modalidade, no entanto, foi de apenas 1,2% no ano passado, bem inferior à média anual de 6% de crescimento verificada entre 2006 e 2009. Mas, mesmo sem um grande volume de novas emissões líquidas, o número de cartões de débito ativos cresceu 7,3% em 2010, chegando a 77 milhões.

Lucros

O estudo mostra que as empresas dosetor aumentaram seus lucros em 45% em 2010. De acordo com a autoridademonetária, os dez maiores emissores do setor elevaram sua fatia delucro de 94% para 98% entre 2009 e o ano passado.

E oaumento da lucratividade das empresas veio principalmente da queda de7% na inadimplência dos usuários. Já os gastos dos emissores comprogramas de recompensa - como milhagens - foi apenas de 0,2% domontante de seus lucros,  mas 20% do volume das receitas vindas dastarifas de anuidade.

"Deve-se lembrar que, na crise financeira mundial, foram os emissoresos mais afetados, posto que a eles coube arcar com os custos deinadimplência dos portadores de cartões de crédito", acrescenta odocumento do BC.

Concentração persistiu

Os dados com essa defasagem de um ano foram divulgados hoje como um adendo ao Relatório sobre a Indústria de Cartões de Pagamentos, divulgado pela autoridade monetária ainda em maio do ano passado. O documento mostrava a acentuada concentração de mercado nesse setor, criticada na época com veemência pelo BC e o Ministério da Justiça.

O relatório foi uma das bases consideradas para medidas como o fim do monopólio do credenciamento de cartões em julho de 2010 e a aprovação de novas regras para o setor pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) em novembro do ano passado.

No entanto, o adendo mostra que a concentração de mercado na emissão continuou praticamente inalterada em 2010. A fatia nas mãos de Visa e MasterCard chegou a crescer, passando de 82%, ao fim de 2009, para 83% em 2010. A concentração do mercado de credenciamento também persistiu no ano passado. Essa parte do negócio de cartões é dominada pela Cielo e pela Redecard.

Texto atualizado às 17h44

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