Vale conclui aquisição de 58,6% do capital da Fosfertil

A Vale anunciou hoje a conclusão da aquisição, através de sua subsidiária Mineração Naque, da participação direta e indireta de 58,6% no capital social da Fertilizantes Fosfatados - Fosfertil, maior produtora brasileira de nutrientes de fertilizantes. A mineradora também concluiu a aquisição dos ativos brasileiros de fertilizantes da Bunge Participações e Investimentos (BPI). As aquisições totalizam US$ 4,7 bilhões.

EQUIPE AE, Agencia Estado

27 de maio de 2010 | 18h50

A Vale adquiriu por US$ 3,0 bilhões a participação direta e indireta de 58,6% no capital social da Fosfertil, que corresponde a 72,6% das ações ordinárias e 51,4% das ações preferenciais, da Bunge Fertilizantes, da Bunge Brasil Holdings, da Yara Brasil Fertilizantes, da Fertilizantes Heringer e da Fertilizantes do Paraná (Fertipar). O valor remanescente de US$ 1,7 bilhão refere-se à aquisição do portfólio de ativos brasileiros de fertilizantes da BPI, que inclui minas de rocha fosfática e unidades produtoras de fosfatados, excluindo operações de distribuição e varejo.

De acordo com o fato relevante divulgado hoje, a Vale realizará oferta pública obrigatória para adquirir 0,19% das ações ordinárias detidas pelos acionistas minoritários da Fosfertil pelo valor de US$ 12,0185 por ação, convertidos para reais, mesmo preço em dólares pago aos demais acionistas da Fosfertil.

Como parte da aquisição da Fosfertil, a Vale mantém contrato de opção de compra com The Mosaic Company (Mosaic) para possível aquisição das participações diretas e indiretas da Mosaic na Fosfertil, correspondendo a 27,27% das ações ordinárias e 16,65% das ações preferenciais e 20,27% do capital social da Fosfertil, por US$ 1,029 bilhão, ao preço por ação de US$ 12,0185. "Esta transação deverá ser concluída no futuro próximo", informa o fato relevante.

"A aquisição está em linha com a estratégia de nos tornarmos um líder global no mercado de fertilizantes. O desenvolvimento de uma plataforma de criação de valor com ativos de classe mundial está sendo realizado através da combinação entre crescimento orgânico e aquisições", disse o documento. "Dada a qualidade dos ativos adquiridos e dos bons fundamentos de mercado, esperamos que esta transação produza retornos acima do nosso custo médio ponderado do capital, criando significativo valor para os nossos acionistas", acrescenta.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.