Vale destaca risco de atraso em licenciamento

A Vale apresentou no relatório sobre o orçamento para 2012 seus principais projetos aprovados pelo conselho de administração e em construção. São 20, dos quais nove em minério de ferro (em Carajás-PA, Maranhão, Minas Gerais, Guiné e Malásia), dois em pelotização (Tubarão e Samarco), dois em carvão (em Moçambique), dois em cobre (Salobo, no Pará), dois em níquel (no Canadá), um em potássio (Rio Colorado, na Argentina), um em energia (biodiesel) e outro em siderurgia (placas de aço em parceria com a Dongkuk e Posco, no Ceará). A companhia alerta que as datas estimadas de start-up podem ser revisadas em decorrência de fatores como atrasos em licenciamento ambiental.

AE, Agencia Estado

28 de novembro de 2011 | 11h20

"A Vale enfrenta alguns obstáculos para implantar o seu portfólio de ativos de classe mundial: licenciamento ambiental, maior escassez relativa de capital humano, pressões de custo e prazos de entrega mais longos", diz o documento, assinado por Tito Martins, recém empossado diretor executivo de Relações com Investidores - ele era responsável pelas operações da mineradora no Canadá.

Os vinte projetos apresentados no relatório correspondem a 75% dos US$ 12,949 bilhões orçados para o desenvolvimento de projetos em 2012.

Quanto a pesquisa e desenvolvimento, a distribuição dos recursos será a seguinte: US$ 918 milhões para financiamento do programa global de exploração mineral; US$ 848 milhões para estudos conceituais, de pré-viabilidade e de viabilidade; e US$ 591 milhões em novos processos, inovações e adaptações tecnológicas.

Ainda na conta de P&D está o programa de exploração mineral, que compreende iniciativas nas Américas, África, Ásia e Australásia, em reservas de minério de ferro (US$ 282 milhões), níquel (US$ 202 milhões), cobre (US$ 156 milhões), carvão (US$ 75 milhões) e potássio e rocha fosfática (US$ 50 milhões).

Operações

Outra parte do orçamento de 2012, no valor de US$ 6,106 bilhões, vai para a sustentação das operações. Nessa rubrica, a Vale afirma que visa não somente a manter os níveis de produção, mas também investir em iniciativas de aumento da eficiência operacional, excelência em saúde e segurança e proteção ambiental. Entre as ações citadas estão o projeto de redução de emissão atmosférica (AER) no Canadá, expansão de barragens e pilhas de estéril para manter as taxas de produção, e iniciativas para melhorar a gestão da manutenção, levando a maiores taxas de utilização.

"O investimento normalizado orçado para sustentação das operações, líquido das iniciativas para aumentar a eficiência e sustentabilidade descritas anteriormente, representa 4,4% da nossa base de ativos em setembro de 2011, e está em linha com os 4,7% do período entre 2007 e 2010. Depois de adicionar as iniciativas já descritas, o investimento aprovado para sustentar as operações alcança 6,5% da nossa base de ativos", explica o documento.

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