Vale espera produzir 10 mi de ton de minério de ferro a partir de 2012 em Simandou

A meta é chegar a 50 milhões de toneladas de minério em 2014

Mônica Ciarelli, da Agência Estado,

30 de abril de 2010 | 13h41

O presidente da Vale, Roger Agnelli, afirmou nesta sexta-feira, 30, que a companhia quer começar a produzir em Simandou, na Guiné, já no final de 2011 e entrar 2012 com um produção em escala industrial de 10 milhões de toneladas de minério de ferro.

A mineradora anunciou a compra, por US$ 2,5 bilhões, de 51% da BSG Resources, uma empresa que detém direitos minerários na Guiné. Segundo Agnelli, a meta é chegar a 50 milhões de toneladas de minério em 2014. A expansão tem como pano de fundo atender ao forte crescimento da demanda por insumos básicos no mundo.

"É uma mina que, no futuro, pode chegar a produzir 100 milhões de toneladas com tranquilidade. Que é o que Carajás produz hoje", prevê. O executivo não revela quanto a Vale irá investir para viabilizar o desenvolvimento da mina africana e a infraestrutura envolvida ao projeto. "Vamos investir o que for necessário para produzir", esquiva-se.

O diretor executivo de Ferrosos da companhia, José Carlos Martins, lembra que Simandou é uma das maiores reservas existentes no mundo com minério de alta qualidade. "Por ser um depósito dessa qualidade em um mercado escasso do jeito que está, a gente quer aumentar rapidamente essa produção. Na Guiné será possível em um ano e meio já começar a produzir a ritmos crescentes", concluiu Agnelli.

"É uma Carajás na África", afirma presidente da Vale sobre reserva em Guiné

A Vale acredita ter agregado ao seu portfólio uma Carajás africana com a compra de 51% da BSG Resources. "É um Carajás na África, tanto em volume como em qualidade", afirmou o presidente da companhia, Roger Agnelli.

Segundo ele, a descoberta de reservas na região é a comprovação da teoria de que na Era Mesozoica todos os continentes eram unificados. "Se você olhar o Mapa-múndi, o pedacinho do Pará deveria estar muito perto da Guiné", afirmou.

O diretor executivo de Ferrosos da mineradora, José Carlos Martins, lembra que a Vale sempre teve interesse em entrar nessa reserva. Além do tamanho e da qualidade das reservas, ele lembra que a Guiné tem uma localização próxima a unidades da mineradora no Brasil. "De Natal (capital do Rio Grande do Norte) para a Guiné são apenas quatro horas. Você não voa do Rio Grande do Sul a Manaus em quatro horas", afirmou, fazendo um paralelo com a dimensão do Brasil.

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