Vale manterá premissas dos últimos anos, diz presidente

O novo presidente da Vale, Murilo Ferreira, afirmou hoje que cabe a toda a diretoria da empresa, sem um minuto de descanso, executar o orçamento da melhor forma possível. O executivo afirmou que a mineradora vai manter as premissas de trabalho dos últimos anos e que tentará fazer com a companhia seja uma das melhores para se trabalhar: "Este não seria um sonho, seria o céu para mim", respondeu, durante sua primeira entrevista coletiva.

CHIARA QUINTÃO, MÔNICA CIARELLI E SABRINA VALLE, Agencia Estado

20 de maio de 2011 | 14h02

Murilo também afirmou que a Vale é uma empresa privada, mas que respeita, e quer respeitar cada vez mais, o meio ambiente, as comunidades, as autoridades locais e os fornecedores. O presidente do conselho de administração da Vale, Ricardo Flores, afirmou também que o objetivo é agregar valor à companhia e atuar para trazer retorno aos acionistas. Por isso, os acionistas podem ter certeza de que continuarão recebendo bons dividendos da empresa.

Marco regulatório

Ferreira disse que o mais importante na discussão do novo marco regulatório do setor de mineração é preservar a competitividade da indústria no País. Segundo ele, todos os atores envolvidos no projeto têm esse objetivo. Atualmente, o setor paga 2% sobre a venda de minério de ferro.

Indagado sobre se a empresa levará em conta o desenvolvimento do Brasil na hora de analisar um projeto, Ferreira afirmou que não há incompatibilidade entre os interesses da Vale e do Brasil. Para ele, é possível gerar empregos, oportunidades e manter uma posição competitiva para o País. "Acho que as coisas não são incompatíveis", disse.

No entanto, Ferreira afirmou que há "situações e situações" e que elas devem ser analisadas isoladamente. "(As situações) devem ser tratadas quando ocorrerem", acrescentou. O novo presidente da Vale afirmou ainda que, "em relação à siderurgia, a Vale é uma mineradora".

O governo federal já deixou claro que gostaria que a Vale ampliasse os investimentos em siderurgia. "É muito importante ter um parque siderúrgico no Brasil", disse Ferreira. Um dos projetos siderúrgicos da Vale, a Aços Laminados do Pará (Alpa), deve ser submetido ao conselho de administração da companhia este ano, de acordo com o executivo. "Temos desenvolvido todos os estudos da Alpa, a terraplenagem está em fase final", citou.

O executivo afirmou ter "grande entusiasmo pela palavra crescimento" e "verdadeira fixação por relacionamento saudável". Segundo ele, os empregados compõem o melhor ativo que a Vale possui. Ele também manifestou seu apoio ao ex-presidente da Vale Roger Agnelli, com quem trabalhou.

Ferreira, que já passou pelos quadros da Vale anteriormente, disse que quando deixou a companhia havia encerrado um ciclo. Durante a entrevista, o presidente do conselho de administração da Vale, Ricardo Flores, ressaltou que Ferreira terá o apoio dos sócios.

Vale Fertilizantes

Ferreira afirmou que ainda não há decisão para o lançamento público inicial (IPO, na sigla em inglês) de ações da Vale Fertilizantes. A Vale já anunciou que planeja abrir capital de sua unidade de fertilizantes. "Não há nenhuma decisão sobre o IPO da Vale Fertilizantes. Poderemos mostrar as conclusões dos estudos em dois meses à diretoria executiva", disse o executivo. Posteriormente, esses estudos serão apresentados ao conselho de administração da companhia.

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