Vale nega venda de madeira e demite culpados por multa do Ibama

A Vale negou nesta quinta-feiraque esteja envolvida em venda ilegal de madeira no Pará,infração que desencadeou uma multa de mais de 5 milhões dereais pelo Ibama. A companhia vai tentar cancelar a cobrançajunto ao órgão e provar que tudo não passou de um erro técnico,informou um executivo da Vale à Reuters. "Vamos conversar com o Ibama e expor nossos pontos, mostrarque tudo não passou de um mal entendido e tentar resolver deforma consensual", disse o diretor de meio ambiente esustentabilidade da Vale, Luiz Cláudio Castro. A multa do Ibama foi dada porque a Vale teria vendido cercade 9,5 mil metros cúbicos de madeira in natura e feito depósitoilegal de 612 metros cúbicos de madeira em tora, no municípiode Paragominas, sudeste do Pará. A empresa não teria apresentado também o registro noCadastro Técnico Federal (CTF) do Ibama, o que custou mais 9mil reais em multas. Segundo Castro, a acusação foi baseada em inventário feitopela Vale em 2005 sobre a área que seria desmatada para aextração de bauxita em Paragominas, mas que segundo ele foisuperavaliada pelos técnicos da companhia. Sem citar nomes, Castro informou que os empregadosenvolvidos no erro, inclusive um gerente, foram demitidos daempresa. "A gente previa nesse inventário que íamos ter que retirardessa área 11 mil metros cúbicos de madeira, só que deu 2,7mil, o Ibama chegou e perguntou, cadê o resto da madeira? nãotem...então houve suposição de que a Vale estaria envolvida navenda da madeira, o que é um absurdo", explicou o executivo. A Vale irá agora contratar uma empresa independente pararever os inventários já realizados na região e enviar para osórgãos ambientais. (Reportagem de Denise Luna)

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